POLÍTICA


João Roma questiona decisão de Moraes sobre prisão domiciliar a Bolsonaro: ‘Deixar de lado a vingança’

Após o período de recuperação médica, defesa pediu para que o resto da prisão fosse cumprida em regime domiciliar, fato que foi negado pelo supremo

Foto: Divulgação

O ministro Alexandre de Moraes (STF) negou o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinando que ele continue cumprindo pena sob regime fechado. Diante da negativa, o presidente do Partido Liberal (PL) na Bahia, João Roma chamou atenção nesta sexta-feira (02), para a falta de sensibilidade na decisão, alegando que é hora de deixar a vingança de lado, já que o paciente não representa riscos a segurança.

Segundo João Roma, o quadro de Bolsonaro inspira cuidados médicos permanentes já que ele passou por cirurgias e ainda enfrenta crises de soluço, sendo esse um dos motivos apontados por ele para contestar o anúncio do supremo. O presidente classificou a determinação do STF como “dura” e fora dos limites de razoabilidade.

Em outra declaração, o membro do PL voltou a defender a gravidade do momento. ‘É hora de deixar de lado a vingança e agir com humanidade. Jair Bolsonaro não representa risco algum, não há justificativa para negar a prisão domiciliar a alguém que necessita de cuidados médicos contínuos’, afirmou.

Vale lembrar, que Bolsonaro foi preso em novembro de 2025 sob tentativa de golpe de estado. Em dezembro do mesmo ano o ex-presidente passou por uma intervenção cirúrgica para correção de uma hérnia inguinal bilateral, com a realização do procedimento sendo autorizada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes. O ministro informou que a defesa não apresentou elementos suficientes para mudar as decisões anteriores, sendo esse o motivo para a recusa no pedido de prisão domiciliar.

‘É preciso sensibilidade. Levar o presidente Bolsonaro de volta ao regime fechado, ignorando seu estado de saúde, soa como um ato deliberado de sofrimento desnecessário’, reforça João Roma ao relator do caso.

A partir de agora, Bolsonaro segue sob custódia da Superintendência da Polícia Federal para finalizar a recuperação e cumprir pena em regime fechado.