POLÍTICA


João Roma destaca união da oposição na Bahia e critica tratamento do PT a Ângelo Coronel

Presidente do PL no estado afirma que campo oposicionista está animado para as eleições 2026

Foto: Divulgação/Assessoria

 

O ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou nesta terça-feira (20), em entrevista à Band, que a oposição baiana tem intensificado o diálogo visando as eleições deste ano. Segundo ele, há um ambiente de cooperação e entusiasmo que contrasta diretamente com a tensão interna no grupo governista do PT. No cenário nacional, reafirmou o apoio ao pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro.

Ao se questionado sobre a montagem da chapa majoritária do grupo governista, Roma criticou o que considera uma condução desrespeitosa por parte do PT em relação ao senador Ângelo Coronel (PSD). “Eu acho que estão de fato maltratando muito a figura do senador Ângelo Coronel. Muitas vezes não é o que é, é a forma. E da maneira que está sendo feito está ficando muito chato. Está se buscando, na verdade, diminuir muito o personagem que é hoje o senador da República e, portanto, tem sido escanteado pelo grupo do PT, que busca uma chapa exclusivamente de petistas”, disse.

Roma afirmou que a disputa deste ano será acirrada, mas vê “excelentes expectativas” para a oposição. “Tem muitas movimentações, tanto nacionais quanto locais. Mas eu não vejo dificuldade na montagem de chapa (da oposição). Vejo pessoas que estão bem animadas com essa eleição. Será uma eleição bem disputada. Mas eu vejo excelentes expectativas para que a gente possa fazer uma mudança na Bahia”, afirmou.

Ele salientou que vem ampliando o diálogo com ACM Neto nos últimos meses com agendas que vão surgindo, especialmente no interior do estado da Bahia. “Nós temos nos encontrado com uma certa frequência, fizemos a caminhada do Bonfim em conjunto na última quinta-feira e vejo uma discussão hoje muito harmônica no nosso campo político, diferente do que foi talvez a eleição passada”, frisou.

Roma comparou o cenário atual com o ambiente político da eleição anterior. “Então nós estávamos, talvez, esse campo mais à direita aqui na Bahia com muitos problemas internos. Já hoje eu vejo esses problemas internos muito mais do lado do campo da esquerda, do campo do PT”.

“São muitos comentários que chegam de problemas de relação do próprio (senador Jaques) Wagner, do próprio Rui (Costa, ministro da Casa Civil), situações que atingem até o próprio governador (Jerônimo Rodrigues), em que muitos dos então aliados dele mesmo dizem que o governo não performa e, portanto, é o nome mais fraco para disputar. E aí suscitam talvez o retorno de Rui para essa posição. O escanteamento de Coronel, cujo o desgaste já está feito ao meu ver”, avaliou.

O ex-ministro afirmou que sente nas ruas um crescente sentimento de rejeição ao PT. “Desta vez, eu vejo do nosso lado, pelo contrário, primeiro, tem mais espaço para encher. Com cinco principais aliados — PSDB, Republicanos, PP, União Brasil, PL —, isso já dá a esse campo aqui metade do tempo de rádio e TV. Isso são detalhes que fazem toda a diferença no processo eleitoral. Eu estou muito animado com essa eleição e, sobretudo, pelo clima que eu tenho encontrado nas ruas. Eu vejo pessoas muito decepcionadas com o PT, não só com algumas figuras do PT, personagens, mas com a própria estrutura de governança do PT, que não tem conseguido melhorar a vida do baiano”, declarou.

Sobre o cenário nacional, Roma reafirmou apoio a Flávio Bolsonaro. “Naturalmente, João Roma está com Flávio Bolsonaro, que é o nosso pré-candidato a presidente da República. E eu acredito que Flávio Bolsonaro, com o decorrer do tempo, vai começar a agradar e a agregar muitos players da política”, afirmou.

Ele disse ter celebrado a decisão de Bolsonaro em oficializar Flávio. “Eu sempre repito uma frase que diz que Napoleão dizia aos seus generais: quando precisar tomar uma decisão, tome a decisão, pois o pior das decisões é não tomar decisão. Então eu acho que Bolsonaro foi, sim, assertivo”.