POLÍTICA


Governo Lula contratou cruzeiros para COP30 via empresa ligada a sócio de Vorcaro, diz coluna

Contrato foi feito por meio da Embratur; governo afirma que processo seguiu critérios legais e teve aval do TCU

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Esfera Brasil/Reprodução

 

O governo Lula contratou cruzeiros para a COP30 por meio de empresa que tem como dono um empresário apontado como sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em um hotel de luxo. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

De acordo com a reportagem, um documento da Casa Civil aponta que o governo alugou navios para hospedar delegações na COP30 por meio da “Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda”. Essa empresa foi contratada pela Secretaria Especial da COP30, vinculada à Casa Civil, por meio da Embratur, a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo.

“Para tais fins [disponibilização de cabines em cruzeiros], a União, por meio da Secop, contratou os serviços da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). A Embratur subcontratou a operadora turística Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., que, por sua vez, celebrou contratos com as empresas armadoras Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros”, diz o documento da Casa Civil.

Por meio de nota enviada ao Metrópoles, a Embratur argumentou que escolha da Qualitours se deu por meio de chamamento público e que a empresa “apresentou todos os documentos legalmente exigidos para atestar idoneidade e capacidade de execução do contrato”.

Veja a nota completa da Embratur:

“O Governo Federal, por meio da Secretaria Extraordinária para a COP30 e da Embratur, contratou dois navios de cruzeiro para atuarem como unidades temporárias de hospedagem durante a COP30, que foi realizada em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025.

A seleção da empresa responsável pela operação e comercialização das cabines ocorreu por meio de chamamento público conduzido pela Embratur. A Qualitours apresentou todos os documentos legalmente exigidos para atestar idoneidade e capacidade de execução do contrato.

A estruturação financeira da operação foi garantida pelo banco BTG Pactual, por meio da emissão de carta fiança. Não houve qualquer participação do Banco Master no processo de contratação dos navios.

O contrato entre Embratur e Qualitours já foi auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Por decisão unânime, o plenário do TCU considerou a contratação regular.

No acórdão 756/2026, o Tribunal considerou “a plausibilidade da fundamentação técnica, jurídica e estratégica para a decisão, bem como os estudos preliminares que a sustentaram”. Além disso, o TCU também atestou que o modelo adotado pela Embratur se mostrou “economicamente mais vantajoso em comparação à alternativa de afretamento direto”.”