POLÍTICA


Gleisi Hoffmann diz que criação do Ministério da Segurança segue no radar do governo

Nova pasta dependerá da aprovação da PEC da Segurança no Congresso ainda no primeiro semestre, afirma ministra

Foto: Gil Ferreira/Presidência da República

 

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quinta-feira (15) que o presidente Lula não descarta a criação do Ministério da Segurança Pública ainda em 2026. A possibilidade, segundo ela, está condicionada à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança pelo Congresso Nacional, considerada prioridade pela base governista. 

De acordo com Gleisi, a divisão do atual Ministério da Justiça e Segurança Pública só avançará caso o Parlamento aprove a PEC e haja consenso sobre as fontes de financiamento de um programa nacional de segurança. “O presidente Lula tem falado que, uma vez aprovada a PEC, e a gente também podendo, junto com o Congresso, acertar as fontes de financiamento de um programa de segurança pública nacional, ele vai criar um ministério”, disse a ministra em entrevista à CNN.

Ela ponderou, no entanto, que o calendário legislativo é decisivo. “Isso tudo depende do tempo. Se o Congresso deixar para aprovar no segundo semestre, fica muito difícil (criar a nova pasta). Não está descartado”, afirmou.

A ministra também destacou que o governo pretendia aprovar a PEC ainda em 2025, antes mesmo da tramitação do projeto de lei antifacção. Gleisi criticou mudanças feitas no texto original pelo Congresso e disse que o Planalto negocia com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes partidários para tentar retomar pontos centrais da proposta. A PEC amplia as atribuições das forças federais no combate ao crime organizado, mas enfrenta resistência de parlamentares e governadores da oposição, que veem risco de perda de autonomia dos estados.

Durante a entrevista, Gleisi comentou ainda o escândalo envolvendo o Banco Master, acusado de fraude bilionária. Segundo a ministra, o tema não foi tratado no Planalto. Ela afirmou que cabe às instituições investigar o caso e responsabilizar eventuais envolvidos, mas descartou impactos eleitorais e evitou opinar sobre a possível criação de uma CPMI, ressaltando que a decisão cabe exclusivamente ao Congresso.