POLÍTICA


Fachin diz que não ficará de ‘braços cruzados’ em investigação sobre o Banco Master

Presidente do STF afirma que pode intervir no caso, mesmo com relatoria de Dias Toffoli, “doa a quem doer”

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que não ficará de “braços cruzados” diante de questionamentos envolvendo a investigação sobre o Banco Master, atualmente sob relatoria do ministro Dias Toffoli. A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta terça-feira (27).

Sem antecipar qualquer juízo sobre a condução do processo, Fachin ressaltou que poderá atuar caso entenda ser necessário, “doa a quem doer”. A atuação de Toffoli é alvo de pedidos de suspeição apresentados por partidos e parlamentares, que alegam possível impedimento em razão de vínculos familiares com investigados.

Fachin também comentou a reação negativa à nota divulgada pela presidência do STF em defesa de Toffoli durante o recesso. Segundo ele, o posicionamento teve caráter institucional e buscou resguardar a regularidade da atuação jurisdicional. “Neste caso específico, defendeu-se a regularidade da atuação jurisdicional durante o recesso, uma vez que o ministro relator foi designado por sorteio aleatório e optou por continuar trabalhando”, afirmou.

O presidente da Corte ainda defendeu a adoção de um código de conduta para ministros e avaliou que a resistência interna se relaciona mais ao momento político do que ao conteúdo da proposta. Para Fachin, a medida fortalece a legitimidade do Judiciário, frequentemente alvo de ataques por exercer controle sobre os demais Poderes e atuar na proteção de direitos fundamentais e minorias.