POLÍTICA


EUA vetam entrada da China em ação do Brasil contra tarifas de Trump

Governo brasileiro debate o tema em Genebra na próxima sexta-feira (25) em reunião vista como protocolar pelo Palácio do Planalto

Foto: Official White House by Shealah Craighead

Os Estados Unidos rejeitaram o pedido da China para participar em conjunto com o Brasil de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionará a getsão de Donal Trump sobre tarifas comerciais impostas ao país na próxima sexta-feira (25), em Genebra, na Suíça.

Em documentário enviado à OMC, a representação americana afirmou que a petição brasileira “não diz respeito a quaisquer atos, políticas ou práticas da China, tampouco a quaisquer tarifas impostas a produtos originários da China.” Diante desse argumento, Washington recusou a solicitação feita por Pequim no dia 6 de agosto.

Autoridades brasileiras classificam o encontro como protocolar e não esperam uma solução imediata para o conflito comercial. O pedido de consultas representa a primeira etapa do sistema multilateral de solução de controvérsias.

A ação do governo brasileiro deu entrada na entidade no dia 27 de julho para questionar barreiras que chegam a 37,5% em alguns setores. O questionamento inclui uma sobretaxa de 25% por supostas práticas desleais e uma tarifa de 12,5% sob alegação de falhas no combate ao trabalho forçado.

Segundo o regulamento da OMC, o ingresso de um terceiro país exige a autorização de ambos os membros envolvidos. Caso as consultas bilaterais não encerrem a disputa, o Brasil pode requerer a abertura de um painel com três membros para a emissão de relatório sobre a legalidade das medidas.

No ano passado, o Brasil acionou a OMC contra uma tarifa americana de 40%, aplicada sob justificativa de uma suposta “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Suprema Corte americana declarou a ilegalidade dessas taxas após reuniões entre as delegações dos dois países.