POLÍTICA


Escritório ligado a Milton Leite é invadido e documentos são levados em São Paulo

Crime ocorreu na madrugada desta segunda-feira (21), em Santo Amaro; polícia investiga possível relação com apuração sobre supostas ligações com o PCC 

Foto: reprodução/ redes sociais

O escritório ligado ao ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), foi invadido na madrugada desta segunda-feira (21), em Santo Amaro, na zona sul da capital paulista. Documentos e um equipamento utilizado para armazenar imagens de câmeras de segurança foram levados do imóvel. 

De acordo com a Polícia Militar, uma vizinha percebeu uma movimentação suspeita no portão da propriedade e acionou os agentes. Quando os policiais chegaram ao local, os suspeitos já haviam fugido. 

Segundo a PM, os criminosos levaram documentos e um DVR, equipamento responsável pelo armazenamento das imagens do sistema de monitoramento. 

O imóvel estava sem energia elétrica no momento da invasão, e as câmeras de segurança não estavam funcionando. A casa foi encontrada completamente revirada. 

Durante a ocorrência, os policiais localizaram e apreenderam um celular, um chip, aproximadamente R$ 19 mil em dinheiro e outros documentos. 

Polícia investiga possível relação com operação 

A Polícia Civil apura as circunstâncias da invasão e também deverá verificar se o crime possui alguma relação com as investigações envolvendo Milton Leite e as suspeitas de ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). 

Segundo o advogado que representa o ex-vereador, o imóvel seria ligado a um construtor que teria relação com Milton Leite. 

Até o momento, não há informações oficiais sobre quantas pessoas participaram da invasão ou sobre a identidade dos suspeitos. 

Milton Leite permanece preso 

Milton Leite continuará preso após passar por audiência de custódia no último sábado (19), em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. 

O ex-vereador é investigado no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e de infiltração do PCC no sistema de transporte público da capital paulista. 

A Justiça determinou a prisão temporária de Milton Leite por 30 dias. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), não foram constatadas irregularidades no cumprimento da ordem judicial. 

Após a audiência de custódia, o ex-vereador foi encaminhado para atendimento médico depois de relatar mal-estar e sintomas de pressão alta. 

Operação investiga transporte público 

Deflagrada na quinta-feira (17), a Operação Vectura Corrupta é conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. 

As investigações apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e de infiltração do PCC em empresas e atividades relacionadas ao sistema de transporte coletivo da capital. 

Milton Leite está entre os alvos da operação. Segundo as autoridades, há indícios que levaram os investigadores a apurar uma possível relação do ex-vereador com empresas de transporte envolvidas no caso. 

Milton Leite nega as acusações e afirma ser inocente. 

Ex-vereador se apresentou à polícia 

Milton Leite não foi localizado inicialmente durante o cumprimento do mandado de prisão. Na sexta-feira (18), porém, ele se apresentou espontaneamente em uma delegacia de Mogi das Cruzes, acompanhado de um advogado. 

Após se apresentar, o ex-vereador foi encaminhado para a cadeia pública da cidade. 

A defesa afirma que Milton Leite não possui relação com as acusações investigadas. Ele também declarou que pretende apresentar sua versão dos fatos e demonstrar sua inocência ao longo do processo. 

As investigações continuam para esclarecer a invasão do imóvel, identificar os responsáveis pelo crime e apurar as suspeitas relacionadas ao esquema investigado na Operação Vectura Corrupta.