POLÍTICA


Empresas ligadas ao ministro do Turismo acumulam dívidas e sanções federais

Faculdades e construtora associadas a Gustavo Feliciano somam cerca de R$ 3 milhões em débitos com a União

Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

Escolhido pelo presidente Lula para o comando do Ministério do Turismo, Gustavo Feliciano tem histórico empresarial marcado por crises financeiras e sanções do próprio governo federal. Ligado à gestão de faculdades e a uma construtora, o ministro esteve à frente de empresas que, juntas, acumulam cerca de R$ 3 milhões em dívidas com a União, além de responderem a processos trabalhistas e administrativos.

Entre os casos está a Faculdade de Ciências e Tecnologias de Natal (Faciten), da qual Feliciano foi sócio, descredenciada pelo Ministério da Educação (MEC) em novembro de 2025 por falhas na prestação de serviços. Outra instituição vinculada ao ministro, a Faculdade de Campina Grande, está inoperante desde 2024 e foi suspensa do Fies em julho do ano passado. Ambas enfrentaram atrasos salariais, ações trabalhistas e restrições impostas pelo governo federal.

Levantamento aponta mais de 300 ações trabalhistas relacionadas à mantenedora da Faculdade de Campina Grande, além de débitos previdenciários, multas trabalhistas e pendências com o FGTS. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, apenas essa empresa deve R$ 2,59 milhões à União. A defesa do ministro afirma que ele não é mais sócio nem representante legal das empresas e que as dívidas estão em negociação.

Além do setor educacional, Feliciano também foi sócio de uma construtora com atuação na Paraíba, que consta na lista de devedores da União, com cerca de R$ 200 mil em passivos. As operações empresariais do ministro são alvo de apurações e auditorias, enquanto o titular da pasta não se manifestou sobre o conteúdo das denúncias.