POLÍTICA


Eduardo Bolsonaro diz que não vai recuar após decisão de Moraes e critica STF

Ex-deputado reage à cobrança de explicações e afirma que manterá atuação nos Estados Unidos

Foto: Reprodução/Instagram @bolsonarosp

 

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (30) que não pretende interromper suas atividades nos Estados Unidos, mesmo após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a prestação de esclarecimentos sobre um vídeo relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após a divulgação de uma gravação em que Eduardo afirma que mostraria ao pai imagens de sua participação em um evento político nos Estados Unidos. Moraes deu prazo de 24 horas para que a defesa de Bolsonaro se manifeste.

Em resposta, o ex-parlamentar criticou a decisão e atribuiu motivação política às restrições impostas ao ex-presidente nas redes sociais. “Desde julho de 2025 Jair Bolsonaro está censurado nas redes sociais, e a gente sabe que isso não tem nada de jurídico, a intenção é política. Mas vale lembrar que Moraes tomava essas decisões dentro do inquérito que investigava a mim pelas minhas atividades aqui nos Estados Unidos”, declarou.

Eduardo também afirmou que a decisão do ministro teria como objetivo atingi-lo diretamente. “A intenção do Moraes era me frear, me brecar, para que eu pensasse: ‘Meu Deus, se eu parar de falar da Magnitsky, o Moraes pode dar uma aliviada no meu pai’. Mas nós não estamos dispostos a deixar de fazer coisas para melhorar o país em troca de migalhas”, disse.

O episódio está relacionado à participação de Eduardo na Conservative Political Action Conference (CPAC), realizada entre os dias 25 e 28 de março. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirma: “Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta”, afirmou o parlamentar.