POLÍTICA


Éden Valadares critica reajuste da passagem em Salvador e compara tarifa com São Paulo

Secretário de Comunicação da sigla, afirma que aumento penaliza trabalhadores e defende transporte público como direito social

Foto: Divulgação

 

O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, criticou o valor da tarifa de ônibus em Salvador, que passou a custar R$ 5,90, e comparou o preço com o transporte público de São Paulo, onde a passagem está em R$ 5,30 após reajuste de 6%. Para ele, a diferença chama atenção por atingir diretamente quem vive com o orçamento apertado, especialmente trabalhadores que recebem salário mínimo.

“Em Salvador, a passagem custa R$ 5,90. Parece piada, mas é isso mesmo que vocês estão lendo: a capital mais rica do país paga menos que Salvador pelo transporte público”, comentou o petista em publicação na rede social X.

Segundo Éden, o aumento da tarifa na capital baiana representa um peso maior para a população de menor renda e amplia desigualdades no acesso a direitos básicos. “Tarifa alta representa exclusão, menos acesso ao trabalho, à saúde e à educação”, afirmou, ao classificar o reajuste como um impacto direto no cotidiano de quem depende do transporte público.

O dirigente petista também atribuiu responsabilidade política à gestão municipal, liderada pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil), e ao ex-prefeito ACM Neto. Na avaliação dele, o transporte não pode ser tratado apenas como um negócio, mas como um serviço essencial para garantir mobilidade e dignidade à população. 

“O reajuste da passagem foi o  “presente de Ano Novo” do prefeito Bruno Reis, com o aval político de ACM Neto, para quem já vive com o orçamento apertado. Quem ganha o salário mínimo é o mais atingido, meu povo. Tarifa alta representa exclusão, representa menos acesso ao trabalho, à saúde e à educação”, pontuou.

Ao comentar alternativas, Éden Valadares destacou a defesa do projeto Tarifa Zero, pauta do governo federal e do PT, como forma de promover justiça social. Para ele, o debate sobre mobilidade urbana precisa estar no centro das políticas públicas. “Enquanto alguns tratam transporte como negócio, o governo Lula trata como direito. Não dá pra aceitar que o trabalhador pague a conta da desigualdade.”, concluiu.