POLÍTICA


Deputado pede que MP-BA investigue gasto de R$ 6 milhões em camarote do governo da Bahia no Carnaval

Segundo Arthur Maia, a estrutura foi montada pela prefeitura de Salvador, restando ao governo apenas despesas do funcionamento interno do espaço

Foto: Assessoria/Dep. Arthur Maia

 

O deputado federal Arthur Maia (UB) afirmou, nesta quinta-feira (16), que vai formalizar uma denúncia no Ministério Público da Bahia (MP-BA) para questionar os gastos de R$ 6 milhões pelo governo do Estado durante o Carnaval no projeto “Camarote Bahia – Um estado de alegria”.

O espaço do projeto foi utilizado ao longo de seis dias para recepcionar autoridades e aliados políticos, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT).

De acordo com Maia, ele vai acionar órgãos de controle para apurar os gastos e a contratação realizada pelo governo. “Vou encaminhar uma denúncia e um pedido de informações ao Ministério Público do Estado da Bahia para que investigue o que aconteceu, quem é a empresa contratada e como chegaram a esse valor de R$ 6 milhões”, afirmou.

O parlamentar pontuou ainda que recebeu a informação de que a estrutura física do espaço teria sido montada pela própria Prefeitura de Salvador, restando ao governo estadual somente despesas relacionadas à operação interna do camarote.

“A história do camarote de R$ 6 milhões não só tem novidades como piora. O que foi gasto pelo governo do Estado foi apenas com comida, bebida e decoração. A estrutura física do camarote, que certamente é a parte mais cara, foi feita pela Prefeitura de Salvador”, disse.

Arthur Maia afirmou que, tradicionalmente, o espaço sempre foi cedido pela gestão municipal ao governo estadual, independentemente de quem estivesse no comando do Estado. “Sempre foi assim. A Prefeitura monta e entrega a estrutura ao governo do Estado. O que Jerônimo fez foi chamar sua turma, seus aliados políticos, o presidente Lula e promover uma festa bancada com dinheiro público”, criticou.

O deputado criticou o valor gasto pelo Estado e classificou a despesa como exagerada. “Gastar R$ 6 milhões em três ou quatro dias com comida, bebida e decoração é uma vergonha, um absurdo, um escárnio. É um tapa na cara do povo baiano”, declarou.

O parlamentar também relacionou o episódio às dificuldades enfrentadas por diversas áreas do serviço público estadual. “Enquanto isso, médicos do interior estão parando porque não recebem, hospitais enfrentam dificuldades e a população sofre com a fila da regulação. Esse contraste revolta qualquer cidadão”, frisou.

Maia afirmou que o episódio simboliza a forma de governar do grupo político que está no poder na Bahia. “Esse é o retrato do PT da Bahia: esquecer o povo e priorizar privilégios para os seus apaniguados políticos. Mas essa história precisa ser esclarecida e nós vamos cobrar até o fim”.