POLÍTICA


Deputado diz que morte de turista em Brotas expõe ‘colapso’ institucional da segurança na Bahia

Capitão Alden diz que crime confirma avanço de facções, ausência de estratégia do governo e abandono da população baiana

Foto: Ascom Alden

 

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) afirmou nesta quarta-feira (21) que o assassinato do turista norte-americano Abissa Kobenan Nkettia, de 57 anos, morto a tiros durante uma tentativa de assalto no bairro de Brotas, em Salvador, escancara o que classificou como um “colapso institucional” da segurança pública na Bahia. Para o parlamentar, o crime não reabre debates, mas confirma um cenário já consolidado de descontrole do Estado sobre o território.

Segundo Alden, o caso não pode ser tratado como um episódio isolado. “Um estrangeiro executado em via movimentada, com câmeras, fuga tranquila dos criminosos e nenhuma prisão até agora. Isso não é falha operacional pontual. É colapso institucional”, afirmou o parlamentar ao MundoBA.

O deputado criticou duramente a política de segurança adotada pelo governo estadual, que, segundo ele, é marcada por uma abordagem ideológica e ineficiente. Na avaliação de Alden, o modelo atual relativiza a criminalidade, trata criminosos como “vítimas sociais” e enfraquece a atuação das forças policiais. Para o parlamentar, essa postura acaba desautorizando e desestimulando o trabalho da polícia, enquanto o cidadão comum permanece refém da violência.

Capitão Alden disse que o assassinato do turista estrangeiro revela a ausência de uma estratégia clara de enfrentamento ao crime organizado. Para ele, o governo estadual não demonstra comando nem disposição para agir com firmeza.

“O que esse caso revela? Revela que o governo não tem estratégia, não tem comando e não tem coragem de enfrentar o crime organizado como ele deve ser enfrentado: com força, inteligência e respaldo irrestrito às forças policiais. Até que ponto a população está refém? Totalmente. Quem mora aqui, trabalha aqui ou visita a Bahia hoje depende mais da sorte do que da proteção do Estado. E isso tem nome: abandono”, declarou.

Vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, Alden concluiu que a situação atual representa um abandono da população baiana. Segundo ele, enquanto a criminalidade continuar sendo tratada apenas como um problema social e não como uma ameaça real, a violência seguirá como regra no estado. “Segurança pública não é retórica. É decisão. É prioridade. É comando. E hoje, na Bahia, isso simplesmente não existe”, finalizou.