POLÍTICA


CPI do Crime vota convocação de ACM Neto, Valdemar da Costa e ex-noiva de Vorcaro no Senado

Comissão analisa quebras de sigilo e busca aprofundar apurações sobre fraudes e ligações financeiras

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

A CPI do Crime Organizado no Senado vota nesta quarta-feira (18) requerimentos que incluem a convocação do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, e da influenciadora Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro. A pauta também prevê pedidos de quebra de sigilos e compartilhamento de informações.

No caso de ACM Neto, parlamentares querem esclarecimentos sobre repasses à sua empresa de consultoria ligados a instituições investigadas. Já Valdemar é citado por declarações sobre doações eleitorais que podem ter relação com as apurações.

A inclusão de Martha Graeff busca ampliar o alcance das investigações envolvendo pessoas próximas a investigados. A CPI também avalia convocar outros nomes ligados a operações financeiras sob suspeita.

Após a votação, a comissão deve ouvir especialistas e ex-integrantes do Banco Master, com foco em aprofundar apurações sobre fraudes e possíveis vínculos com organizações criminosas.

Quebras de sigilo 
A pauta tem ainda uma série de requerimentos que tratam da transferência de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático, considerados estratégicos para o avanço das investigações.

Entre eles estão pedidos apresentados pelo senador Humberto Costa para obtenção de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Coaf e de quebra de sigilo de diversas pessoas físicas e jurídicas, incluindo Letícia Caetano dos Reis, Ahmed Mohamad Oliveira e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, abrangendo operações realizadas entre 2022 e 2026.

Também há solicitações de quebra de sigilo envolvendo fundos de investimento e empresas, como o Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, além de pedidos direcionados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para identificar beneficiários finais de fundos ligados ao Banco Master e à Reag Investimentos.

Com informações da Agência Senado