POLÍTICA


Carol de Toni rejeita a recondução e Alcolumbre

Senadora recém-eleita defende renovação no Congresso e pede cautela em alianças para o segundo turno presidencial

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A senadora eleita Carol de Toni (PL) afirmou, nesta terça-feira (6), que votará contra uma eventual tentativa de recondução do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à CNN Brasil, a parlamentar eleita rejeitou um eventual acordo da própria legenda para reconduzir o atual presidente.

Carol de Toni conquistou uma das duas vagas de Santa Catarina ao lado de Carlos Bolsonaro (PL). O PL elegeu 19 dos 54 senadores no domingo (4) e terá a maior bancada da Casa na própria legislatura, com 28 parlamentares.

A política afirmou que a renovação confirmada nas urnas precisa alcançar a presidência da Casa Alta. Ela adiantou a oposição a uma possível orientação partidária favorável a Alcolumbre.

“Mesmo que meu partido faça um acordo para reeleger o presidente Alcolumbre, eu não farei parte desse acordo e votarei contra o meu partido. Uma das coisas que precisamos retomar é o compromisso com o cumprimento da lei e da constituição”, disse.

A eleita criticou o atual presidente do Senado por declarações sobre pedidos de impeachmant contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre afirmou que não colocaria essas pautas em votação, mesmo com apoio suficiente dos parlamentares.

“Ele não deve fazer parte deste novo momento, a qual é a vontade popular de renovação do Senado. É um senador que já está fazendo hora extra no Senado Federal”, concluiu Carol de Toni.

Em relação às articulações para o segundo turno da eleição presidencial, a senadora avaliou que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) necessita buscar apoios. Ela recomendou prudência nas conversas com partidos de centro, por considerar que esses acertos custam caro e dividem grupos aliados.

“É muito importante fazer composição política, mas o Flávio deve ter em mente que ele tem que fazer um acordo com a população e a população está clamando por renovação. Esses acordos têm que ser vistos e analisados com cautela para não comprometer o futuro do Brasil”, declarou.