POLÍTICA


‘Carlos vale ouro e não vai a SC para tomar o lugar de ninguém’, diz Valdemar

Presidente do PL rebate críticas internas, defende candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina e diz que decisão passa por Jorginho Mello

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

 

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, saiu em defesa da candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina e reagiu às críticas de lideranças locais, como o prefeito de Camboriú, Leonel Pavan (PSD), que classificou a estratégia como “loucura”. Em entrevista ao Correio, Valdemar afirmou que Carlos tem vínculo pessoal com o estado e que a avaliação ignora sua trajetória política. “O Carlos sempre frequentou Santa Catarina, tem vários amigos lá e gosta muito do estado”, disse.

Segundo Valdemar, a decisão não foi motivada apenas por cálculo eleitoral. Ele destacou que Carlos abriu mão do mandato de vereador no Rio de Janeiro para se mudar definitivamente. “Ele renunciou ao mandato de vereador no Rio de Janeiro, uma das cidades mais importantes do Brasil, porque quer morar em Santa Catarina. Não está indo para lá só para se eleger senador. Ele pensa em trabalhar para o estado. Ele vale ouro”, afirmou, rebatendo a tese de que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro estaria “importando” uma vaga.

A entrada de Carlos na disputa, no entanto, abriu um impasse interno no PL catarinense, envolvendo a deputada federal Caroline de Toni (PL) e o senador Esperidião Amin (PP). Sobre o futuro de Carol, Valdemar jogou a responsabilidade para o governador Jorginho Mello (PL). “Quem tem que resolver isso é o Jorginho. Cabe a ele resolver essa situação lá, para a Nacional não ter que intervir depois”, declarou, acrescentando que acredita em um entendimento interno e minimizando resistências à candidatura.