POLÍTICA


Bruno volta a dizer que greve dos servidores municipais é ‘ilegal’: ‘Reajustes são expressivos’

"Nós, gestores, estamos tendo maior dificuldade para gerenciar nossas cidades", disse prefeito da capital baiana

Foto: Lucas Vieira/ MundoBA

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), voltou a afirmar nesta segunda-feira (9) que a greve dos servidores municipais é ilegal. A categoria protestou contra a gestão municipal nesta segunda na Estação da Lapa. Para o prefeito, o reajuste dado aos servidores pelo Executivo Soteropolitano é “expressivo”.

“Eles estão conversando com a nossa equipe. Hoje, inclusive, o Tribunal de Justiça, em relação ao Sindseps, ampliou a multa de R$ 10 mil para R$ 100 mil por dia, determinando descontos das contribuições sindicais, ou seja, reafirmando a ilegalidade da greve. Nós demos um reajuste na lei do que era possível, então para todos os servidores, 4.83% para os servidores da educação de 6.27% a 9%, e agora a gente já rodou a folha do mês de junho. Esse reajuste tem casos de servidores que estão chegando até quase 18% de reajuste. É um valor expressivo, significativo, ainda mais no ano de dificuldade. Vocês estão vendo aí a discussão toda que o Brasil está enfrentando de corte de gastos públicos, a economia patinando, a taxa Selic aumentou. Isso ocorre no Brasil todo. São Paulo foram dois meses de greve, Brasília está lá em greve, Recife entrou em greve semana passada. A gente entende a dificuldade das pessoas por conta da situação que o país está vivendo, mas também compromete a situação da prefeitura”, disse Bruno Reis durante coletiva de imprensa.

“Quando a gente vê as nossas receitas, como as transferências obrigatórias da União e do Estado, não há um aumento real em relação ao ano passado. Então, efetivamente, dificulta. Nós, gestores, estamos tendo maior dificuldade para gerenciar nossas cidades. Ninguém deu um reajuste maior do que o que nós estamos dando, mesmo com as limitações orçamentárias e financeiras. E a gente faz um apelo, aproveita a oportunidade para pedir para que eles possam voltar e a seguir discutindo melhorias para o futuro, mais benefícios, mais vantagens para reconhecer todos, a gente sabe que a gente tem a gestão melhor avaliada do Brasil, porque todos os servidores são responsáveis, mas efetivamente são essas as nossas limitações e a realidade de uma cidade muito pobre, qualquer conta que a gente faz per capita. Salvador dividindo o PIB pela população, a arrecadação pela população, a gente está lá nas últimas posições”, afirmou o prefeito da capital baiana.