POLÍTICA


Aliado compara situação de Bolsonaro à de médico acusado de forjar quadro de saúde para deixar presídio

Roger Abdelmassih deixou Tremembé para responder por crime de estupro em prisão domiciliar

Foto: Reprodução/Instagram/@carlosbolsonaro

 

Aliado de Jair Bolsonaro (PL), o deputado estadual de São Paulo Altair Moraes (Republicanos) publicou um vídeo em sua conta no Instagram em que compara a situação do ex-presidente da República à do médico Roger Abdelmassih, acusado de forjar quadro de saúde para deixar presídio de Tremembé. Abdelmassih passou a responder pelo crime de estupro em prisão domiciliar.

“O Roger Abdelmassih, lembra dele? Aquele médico que estuprou várias mulheres? Foi preso. Um senhor de idade, começou a passar mal, fez uma série de tratamentos, e mandaram para aonde? Para casa, prisão domiciliar. Ele vai se tratar em casa porque não tem condições na cadeia. E o ex-presidente Bolsonaro? Você vê que loucura. Cadê os direitos humanos?”, disse Altair Moraes.

No livro “Diário de Tremembé”, o escritor Acir Filó relatou que Abdelmassih pediu à equipe médica para que desse a ele remédios que causaram complicações cardíacas. Dessa forma, o médico condenado por estupro teve agravamento no quadro de saúde e pôde deixar o presídio.

“A doença de Roger é uma fraude, foi fabricada, é artificial. Ele não tem nenhum problema de saúde que simples medicação não resolva”, diz trecho do livro atribuído à fala do médico Carlos Sussumu, que acompanhou Roger Abdelmassih em Tremembé.

Jair Bolsonaro foi condenado no Supremo Tribunal Federal (STF), em 11 de setembro, a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Antes da condenação, o ex-presidente descumpriu medida cautelar e teve decretada sua prisão domiciliar preventiva em 4 de agosto.

Em 22 de novembro, por ordem do ministro do STF, Alexandre de Moraes, Bolsonaro foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Desde que passou a cumprir pena em regime fechado, Bolsonaro teve sua saída liberada duas vezes. Na primeira ocasião, o ex-presidente passou por cirurgia de hérnia inguinal bilateral e procedimento para conter os soluços, entre 24 de dezembro e 1º de janeiro. Nesta quarta-feira (7), Moraes autorizou Bolsonaro a fazer exames em hospital. O ex-presidente sofreu traumatismo craniano leve após se chocar com móvel dentro da cela.

Sobre a queda

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) disse, em entrevista coletiva nesta terça-feira (6), que solicitou relatório para saber quanto tempo Jair Bolsonaro (PL) esperou por atendimento após sofrer queda em sua cela, na Superintendência da Polícia Federal.

“Não sabemos por quanto tempo ele ficou desacordado. Estamos solicitando o relatório para saber que horas o quarto foi aberto”, disse Michelle.