POLÍTICA


AGU suspende salário de R$ 32 mil e honorários de ex-presidente do INSS preso por fraudes

Suspensão se deve à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que decretou sua prisão preventiva

Foto: Arquivo/Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

Não foi só o ex-procurador do INSS Virgilio Antonio Filho que teve o salário suspenso pela Advocacia-Geral da União (AGU). A decisão também afetou o ex-presidente da autarquia Alessandro Stefanutto, preso em novembro passado por suspeita de participar do esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Stefanutto recebia cerca de R$ 32,4 mil como procurador federal. Mas seu contracheque “engordava” com verbas indenizatórias e honorários advocatícios.

Em janeiro, além da remuneração básica, o ex-presidente do INSS ganhou em torno de R$ 17 mil a mais, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência. No mês anterior, ele recebeu mais de R$ 21 mil em verbas dessa natureza. E, em novembro, mês de sua prisão, foram R$ 33,4 mil só de honorários.

A suspensão se deve à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que decretou sua prisão preventiva. Os órgãos internos da AGU entenderam que a restrição da liberdade e a consequente ausência ao serviço acarretaria o corte dos subsídios, a contar de 13 de novembro. O corte inclui também os honorários advocatícios.

Como a suspensão só foi efetivada a partir da folha de pagamento de fevereiro, estão sendo adotadas providências para reposição ao erário desde o início da decisão até 31 de janeiro.