POLÍTICA


Aécio Neves compara Kassab a ‘fundos abutres’ após saída de tucanos para o PSD

Declaração ocorre após avanço do PSD sobre quadros do PSDB e mudanças no cenário político em Minas Gerais

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

 

O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves, criticou o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, após a saída de deputados tucanos para a legenda. A reação ocorre depois da informação de que seis deputados estaduais do PSDB em São Paulo teriam acertado a mudança de partido.

Ao comentar o movimento, Aécio comparou a atuação de Kassab à lógica de fundos de investimento. “Gilberto Kassab funciona na política como fundos abutres na economia. Ataca os ativos da empresa para depois comprar na baixa. Mas o PSDB não está à venda”, afirmou.

O dirigente tucano também acusou o PSD de atuar sem compromisso programático e de se alinhar a diferentes governos conforme conveniência política. Para ele, Minas Gerais ilustra esse comportamento. “Minas é um exemplo bem acabado de como o PSD pensa a política. Até alguns meses atrás, enquanto lhe era conveniente, o PSD era liderado por aliados do Presidente Lula e do PT; quando isso não lhe interessou mais, sem qualquer constrangimento, o partido foi entregue ao grupo antagônico ao PT, que muito provavelmente estará no palanque bolsonarista. O importante é estar no governo”, avalia Aécio.

Ao diferenciar as duas legendas, Aécio voltou a criticar o modelo adotado pelo PSD. “Somos, ao contrário do PSD, um partido programático, e não pragmático, daqueles para quem qualquer governo é bom, desde que ofereça cargos e outras oportunidades. Tenho dito que passamos por uma lipoaspiração, mas vamos voltar ainda mais fortes e coerentes, respeitando a nossa história, apresentando um projeto para o Brasil”, diz Aécio.

Para o dirigente tucano, o histórico do PSD inviabiliza a liderança de um projeto nacional. “Desde a sua fundação, o PSD não deu um dia de serviço na oposição. Como acreditar que eles poderão liderar um projeto para o país? Eu não acredito porque eles se especializaram em estar em governos… quaisquer governos”, concluiu.

As declarações ocorrem em meio à aproximação do PSD com o governo de Romeu Zema (Novo), após a filiação do vice-governador Mateus Simões, que deve ser lançado como candidato ao governo de Minas.