POLÍTICA


ACM Neto é leviano e elitista ao criticar portaria sobre aprovação na rede estadual, diz líder do PT

Para o deputado Marcelo Galo, ex-prefeito distorce teor do dispositivo ao afirmar que este permite avanço automático de série mesmo em caso de reprovação

Foto: Assessoria/Marcelino Galo

 

O líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelino Galo, afirmou nesta terça-feira (24) que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) age com má-fé e distorce o teor de um dispositivo da rede pública estadual de ensino ao chamá-lo de “portaria da aprovação automática”. Pré-candidato ao Palácio de Ondina, ACM Neto disse que, caso seja eleito, revogará a medida em seu primeiro dia de governo.

A declaração foi dada em entrevista ao jornal Correio, veículo pertencente à família do ex-prefeito.

Na avaliação de Galo, se um dia leu a Portaria 190/2024, ACM Neto viu que o texto versa sobre regras para a dependência de matérias, chamada de RPP (Regime de Progressão Parcial). “Esse é um expediente praticado normalmente na rede particular para os filhos das classes média e alta, que o governo estendeu aos jovens de famílias de baixa renda”, disse.

“É parcial, Neto, não seja leviano”, reagiu Marcelino Galo.

O parlamentar petista afirma que não existe aprovação automática, mas a oportunidade de o aluno recuperar a matéria de baixo rendimento em paralelo com as do novo ano letivo, como funciona no ensino particular.

Para o deputado ao deputado, ao prometer cancelar a portaria, ACM Neto mostra o quanto é “elitista” e pretende governar para os ricos. “Ele não quer que o filho do pobre progrida nos estudos nem tenha uma escola de qualidade. Os indicadores da educação de Salvador, onde faltam creches municipais para as mães trabalhadoras, retratam de que lado está a política do ex-prefeito da capital. Não é daqueles que mais precisam.”