POLÍTICA


ACM Neto afirma que Jerônimo Rodrigues “não vai poder se esconder atrás de Lula” em 2026

Vice-presidente nacional do União Brasil afirmou que cenário para 2026 é mais favorável do que era em 2022

Foto: Divulgação/Assessoria

 

O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto (União) afirmou que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), “não vai poder se esconder atrás de Lula”, em 2026, da mesma forma como ocorreu em 2022, ao falar sobre as eleições ao Governo do Estado, no próximo ano, quando os dois, novamente, devem ser os protagonistas da disputa.

Em entrevista ao Grupo Lomes de Comunicação, na manhã desta quarta-feira (4), Neto afirmou que o comportamento de Jerônimo deve ser diferente por dois motivos: Lula não estar tão forte quanto estava há três anos e a “alta rejeição pessoal” que tem o governador em função do “desastre que é o governo dele”.

“A gente tem uma mudança de cenário sobre a avaliação popular de Lula completamente trocada. A situação agora é inteiramente diferente do que era 22. Lula estava muito mais forte em 22. E aí tem um segundo aspecto que eu gostaria de destacar. Em 2022, Jerônimo Rodrigues pôde se esconder. Jerônimo não se expôs na campanha. Jerônimo se escondeu atrás de Lula e atrás da estrutura do governo do Estado”, disse ACM Neto.

“Muitas pessoas votaram em Jerônimo apenas por causa disso: da estrutura do governo e de Lula. Não conheciam ele e foram lá votar. Agora não, ele não tem como se esconder. Agora, Jerônimo é o governador. No passado, ele não tinha que carregar uma rejeição pessoal que hoje ele tem, enorme, em função do desastre que é o governo dele, o pior governo da história da Bahia. Eu acho que esse contexto que se desenha para 26 é muito mais favorável e vai ter impacto nas pequenas cidades”, completou.

Ainda sobre 2026, ACM Neto disse perceber que muitas lideranças políticas que acompanharam o PT, em 2022, estão procurando o grupo político do qual ele faz parte. A afirmação veio após ele ser questionado sobre o desempenho dele nas urnas, especialmente nas pequenas cidades baianas, que contribuíram para que Jerônimo fosse eleito.

“Em 2022, Lula estava no auge da popularidade. E ele foi o grande cabo eleitoral de Jerônimo. Lula colocava a mão na cabeça e virava ouro. Agora, eu acho que dificilmente vai acontecer em uma cidade da Bahia a gente não ter pelo menos um dos dois lados mais fortes da política local, o que, na minha opinião, vai impactar diretamente no resultado de 2026”, garantiu.