POLÍTICA


Abin vê risco de interferência externa e do crime organizado nas eleições de 2026

Relatório sobre desafios para pleito do próximo ano também destaca uso de IA e radicalização religiosa

Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

Um relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) vê riscos de uma possível interferência externa e a atuação do crime organizado no processo eleitoral de 2026.

Segundo o órgão, o uso de inteligência artificial para desinformação e a crescente radicalização religiosa são fatores que ameaçam deslegitimar as instituições democráticas.

As conclusões estão no documento “Desafios da Inteligência —Edição 2026″, relatório em que a Abin apresenta à sociedade e às autoridades com sua avaliação sobre os riscos diretos e indiretos à segurança do país no próximo ano.

De acordo com a Abin, o Brasil enfrenta desafios relacionados à manutenção da democracia e à estabilidade institucional. Desde 2018, observa-se a propagação recorrente, principalmente por meio de plataformas digitais, de desinformação acerca das eleições brasileiras.

Conforme a agência, tal processo resultou em mobilizações que questionavam o processo eleitoral nacional, as quais culminaram nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Na época, um grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiu e depredou as sedes dos três Poderes. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela acusação de liderar uma trama golpista.

Diante do que aconteceu na última eleição presidencial, a Abin diz acreditar que o pleito do próximo ano ocorrerá em um cenário marcado por múltiplos desafios. “A possibilidade de interferência externa no processo eleitoral brasileiro é fator de risco que não pode ser subestimado”, afirma a agência.