POLÍTICA


A pedido de Lula, Gleisi Hofmann planeja deixar ministério para disputar o Senado pelo Paraná 

Ministra já avisou equipe da articulação política e pode deixar o cargo até abril para entrar na corrida eleitoral 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hofmann, deve deixar o ministério para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. Atualmente licenciada do mandato de deputada federal, ela já comunicou integrantes da pasta sobre a intenção de concorrer novamente ao cargo, após conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

De acordo com relatos de integrantes da SRI, a candidatura foi incentivada pelo próprio presidente. Caso a decisão seja oficializada, Gleisi terá até o dia 4 de abril para se desvincular do comando da articulação política do governo. 

A movimentação ocorre em meio às articulações eleitorais para 2026, quando estarão em disputa duas cadeiras ao Senado por estado. Embora a atual composição da Casa seja mais favorável ao governo do que a da Câmara dos Deputados, a oposição aposta em ampliar sua presença na próxima legislatura. 

Cenário no Paraná 

No Paraná, a direita aparece em vantagem nas pesquisas de intenção de voto. O governador Ratinho Jr. desponta como principal pré-candidato ao Senado. Em levantamento do instituto Real Time realizado em novembro de 2025, ele somava 31% das intenções de voto, seguido pela bolsonarista Cristina Graeml (União), com 14%. 

Na sequência aparecem o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo) e o deputado Filipe Barros (PL), ambos com 13%. Entre os nomes ligados ao PT, Gleisi Hofmann registrava 10% das intenções de voto, enquanto o deputado Zeca Dirceu (PT), filho do ex-ministro José Dirceu, tinha 8%. 

Em um cenário alternativo sem Ratinho Jr., que avalia uma candidatura à Presidência da República, Dallagnol e Graeml lideravam com 20% das intenções de voto, seguidos por Filipe Barros, com 18%. Gleisi aparecia em quarto lugar, com 12%. 

A pesquisa ouviu 1,2 mil eleitores entre os dias 25 e 26 de novembro do ano passado e tem margem de erro de três pontos percentuais. 

Articulações nacionais 

Recentemente, Gleisi também defendeu publicamente a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao Senado por São Paulo. A avaliação no entorno do governo é que Haddad deve antecipar sua saída do ministério para se dedicar à construção de um palanque forte para Lula no estado.

Além disso, a ministra informou aliados de que Marina Silva, atual ministra do Meio Ambiente, deve deixar a Rede Sustentabilidade e se filiar ao PT. Marina pode disputar tanto uma vaga no Senado quanto uma cadeira na Câmara dos Deputados.