LAURO DE FREITAS


Vídeo: Vereadora é acusada de agredir colega durante reunião na Câmara

Em resposta, Luciana Tavares afirma ter sido vítima de violência política de gênero

Foto: Câmara Municipal de Lauro de Freitas

 

Uma reunião da Comissão de Educação da Câmara Municipal terminou em tumulto na manhã desta terça-feira (10), após um desentendimento envolvendo a vereadora Luciana Tavares (PCdoB) e o vereador Tenóbio (PL).

O episódio, registrado em vídeos publicados nos perfis do Instagram dos vereadores, ocorreu após uma divergência de opiniões entre os parlamentares.

Segundo o vereador Tenóbio, Luciana se exaltou durante o debate e partiu para a agressão física, com socos, chutes e tomando o celular arremessado ao chão. Além do parlamentar, um de seus assessores também foi agredido durante a confusão.

Em uma nota pública, ele lamentou o ococrrido. “Infelizmente, a vereadora do PCdoB, que faz parte da comissão, tem se comportado de forma autoritária, impedindo o contraditório e tentando silenciar parlamentares que pensam diferente”, contou.

O vereador ainda completou sua fala afirmando que procurou a 23ª delegacia da Polícia Civil (PC) de Lauro de Freitas e que o caso já foi registrado com um Boletim de Ocorrência. Ele ainda realizará o exame de corpo de delito conforme prevé a lei.

Em contato com o MundoBA, a vereadora Luciana Tavares respondeu a denúncia e afirmou que foi inicialmente provocada por Tenóbio e que sofreu de violência política, sendo desreispeitada durante a reunião. “Fui assediada e pressionada pelo vereador Gabriel Bandarra (Tenóbio) enquanto exercia meu direito de questionar um Projeto de Lei que seria prejudicial à educação na minha cidade. Ele agressivamente colocou um celular no meu rosto, apontou o dedo para o meu rosto e tentou provocar um conflito quando insistir que seu assistente parasse a gravação não autorizada naquele momento”, afirmou.

“Infelizmente, isso vem se tornando um tema recorrente. Não é a primeira vez que o vereador demonstra comportamento agressivo em relação a mim e a outros membros da Casa. É ultrajante que sejamos interrompidas, constrangidas e ameaçadas no decorrer de nosso trabalho”, complementou.

Ela ainda confirmou que registrou um boletim de ocorrência na NEAM ( Núcleo Especial de Atendimento à Mulher) contra o parlamentar.

Ao MundoBA, a PC informou que a 23ª delegacia instarou um inquérito para apurar a confusão e que as oitivas estão sendo realizadas para esclarecer os fatos.

Assista: