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Trump tem 1 semana para destravar petróleo do Oriente Médio antes de disparada nos preços

Presidente dos EUA prometeu garantir “fluxo livre de energia”; retomada da produção pode levar semanas para voltar ao ritmo habitual, alertam especialistas

Foto: The White House/Divulgação

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem cerca de uma semana para apresentar resultados concretos da promessa de escoltar petroleiros e navios de gás no Golfo Pérsico, segundo analistas do mercado de energia. Caso contrário, a avaliação é a de que os preços do petróleo podem voltar a disparar diante do aumento das tensões na região.

A promessa de proteção às embarcações ajudou a conter, por ora, a alta das commodities energéticas. Especialistas, porém, apontam que montar um sistema emergencial de seguros subsidiados pelo governo para centenas de petroleiros já é um desafio logístico relevante — agravado pela necessidade de protegê-los de ataques com mísseis e drones.

A escalada militar envolve diretamente o Irã, que tem ampliado o uso de drones mais baratos e numerosos, alterando o equilíbrio da defesa aérea no Golfo e pressionando os aliados dos EUA.

Autoridades iranianas afirmaram ter atingido um petroleiro americano. Se confirmado, o episódio representaria o primeiro incidente conhecido envolvendo diretamente uma embarcação dos Estados Unidos no Golfo desde o início do conflito.

“Se isso não for resolvido em uma semana, os mercados de petróleo vão ficar céticos e impacientes, o que se traduz em preços mais altos”, afirmou Dan Pickering, fundador da Pickering Energy Partners, segundo o site InfoMoney.

Cerca de 20% do fluxo global de petróleo bruto e de gás natural liquefeito passa pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica que está praticamente paralisada pela guerra.

O Catar já interrompeu a produção de GNL, enquanto o Iraque suspendeu grande parte da produção de petróleo por falta de capacidade de armazenamento. Analistas avaliam que outros produtores do Golfo podem adotar medidas semelhantes caso o impasse persista.

Em condições normais, cerca de 150 embarcações atravessam o estreito diariamente. Com a crise, o número de navios em circulação caiu drasticamente, e especialistas alertam que a retomada da produção pode levar semanas para voltar ao ritmo habitual.