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Trump reage a piada no Grammy, critica premiação e ameaça processar Trevor Noah

Presidente dos EUA se irrita com brincadeira que o associa ao caso Epstein e diz que vai acionar a Justiça contra o apresentador da cerimônia

Foto: The White House/Divulgação

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente a cerimônia do Grammy 2026 e ameaçou processar o apresentador do evento, o comediante Trevor Noah, após uma piada que o relacionava ao caso do bilionário Jeffrey Epstein. A reação foi publicada nesta segunda-feira (2) na rede social Truth Social.

Trump afirmou que nunca esteve na ilha particular de Epstein, no Caribe, citada na brincadeira feita por Noah durante a transmissão ao vivo. Em sua publicação, o presidente classificou a premiação como “difícil de assistir” e disse que a fala do comediante foi “falsa e difamatória”.

“A cerimônia do Grammy é a pior, praticamente impossível de assistir. O apresentador, Trevor Noah, seja lá quem for, é quase tão ruim quanto Jimmy Kimmel na cerimônia do Oscar, que tem baixa audiência. Noah disse, incorretamente sobre mim, que Donald Trump e Bill Clinton passaram um tempo na Ilha Epstein. Errado! Não posso falar por Bill, mas nunca estive na Ilha Epstein, nem perto disso, e até a declaração falsa e difamatória de hoje à noite, nunca fui acusado de estar lá, nem mesmo pela mídia de notícias falsas”, declarou o republicano.

A piada fazia referência à ilha onde Epstein recebia convidados famosos e, segundo investigações, levava vítimas de tráfico sexual. Durante o monólogo, Noah mencionou Trump e o ex-presidente Bill Clinton, o que provocou a reação do atual chefe da Casa Branca.

“Esse é um Grammy que todo artista deseja quase tanto quanto Trump deseja a Groenlândia, o que faz sentido, já que a ilha de Epstein não existe mais, ele precisa de uma nova para ficar passando tempo com Bill Clinton”, disse o comediante.

A edição do Grammy também foi marcada por discursos de artistas contra políticas do governo federal dos EUA, especialmente em relação à imigração. A polêmica ocorre em meio à divulgação de novos arquivos do caso Epstein pelo Departamento de Justiça, que incluem documentos e materiais relacionados às investigações envolvendo o financista morto em 2019.