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Trump endurece discurso contra América Latina e reforça interesse estratégico na Groenlândia

Presidente dos EUA faz ameaças a países da região, critica México, Colômbia e Cuba e volta a defender a anexação da Groenlândia por razões de segurança

Foto: The White House/Divulgação

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o discurso contra diversos países, especialmente na América Latina, após a recente operação militar na Venezuela. O líder norte-americano adotou um tom agressivo contra as nações vizinhas e reforçou seu interesse estratégico na Groenlândia, território dinamarquês rico em recursos naturais. As informações são da CNN.

Groenlândia

Trump tem manifestado grande interesse em tornar a Groelândia parte do território dos EUA. De acordo com ele, a ilha serviria como “segurança nacional” para os americanos. O território pertence a Dinamarca

Outro ponto que desperta interesse do governo dos Estados Unidos é a riqueza em minerais raros e recursos naturais, incluindo gás natural, presente na ilha.

A premier dinamarquesa e autoridades da Groenlândia rejeitaram as insinuações de Trump, mas alertaram que suas ameaças devem ser levadas a sério.

México

Voltando a repetir o discurso contra o narcotráfico, Trump afirmou que o México não tem feito o suficiente para reprimir os cartéis de drogas. Ele chegou a mencionar que ofereceu ajuda militar à presidente Cláudia Sheinbaum para lidar com o problema, no entanto, teve a proposta recusada.

Sheinbaum foi uma das autoridades que criticou a ação militar dos EUA na Venezuela, se posicionando contra qualquer intervenção norte-americana em países estrangeiros.

Colômbia e Cuba

Trump também fez fortes declarações contra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, o chamando de “homem doente que gosta de fabricar e vender cocaína aos Estados Unidos”, afirmando que o líder colombiano “não continuaria fazendo isso por muito tempo”.

Sobre Cuba, o presidente dos EUA afirmou que o país da América Central não precisaria de intervenção militar, pois “cairia por conta própria”. Trump alegou que a economia cubana dependia fortemente do petróleo venezuelano e, portanto, implodirá economicamente sem necessidade de ação direta dos Estados Unidos.