MUNDO


Sánchez reconhece derrota para Fujimori nas eleições do Peru

Declaração ocorre três dias após a confirmação da vitória da candidata conservadora pelas autoridades eleitorais do país

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

Roberto Sánchez, candidato de esquerda que disputou a Presidência do Peru com a conservadora Keiko Fujimori, reconheceu a derrota nas urnas nesta segunda-feira (6). Sánchez e seu partido afirmaram em comunicado que “reconhecem que a Comissão Nacional Eleitoral proclamou oficialmente os resultados eleitorais”.

A vitória de Fujimori foi ratificada pelo Jurado Nacional Eleitoral (JNE), órgão máximo das eleições no país, na sexta-feira (3), em uma cerimônia de proclamação.

No dia 23 de junho, depois de liderar uma grande marcha de protesto com seus apoiadores dias antes, Sánchez afirmou que havia uma “fraude em curso” no processo de contabilização dos votos.

O partido dele, Juntos por el Peru, entrou com ações judiciais junto à Justiça eleitoral para anular os votos de Lima e do exterior, alegando padrões de votação que favoreceram Fujimori

Durante a cerimônia de proclamação, o JNE informou que julgou improcedente um pedido do partido de Sánchez para impugnação das urnas no exterior, de modo que ele teria a maioria dos votos caso só fossem contados os votos dados no território peruano.

Sánchez, adversário de Keiko no segundo turno, indicou que não aceitaria os resultados e disse que protestaria na Corte Internacional de Direitos Humanos.

No último dia 24, quando alcançou uma vantagem irreversível de votos na apuração, Keiko fez um discurso como vencedora de fato do pleito e prometeu voltar a unir o país. “Estamos cientes de que o Peru está dividido, de que está praticamente partido ao meio”, disse Fujimori em frente a repórteres em Lima.

Fujimori deve assumir o país em um momento de aumento da criminalidade e grandes desafios sociais. Ela também deverá ter dificuldade em negociar com o Legislativo, profundamente dividido entre esquerda e direita.