MUNDO


Rússia critica presença militar da Otan na Groenlândia e fala em ‘ameaças fabricadas’

Moscou acusa aliança de usar a ilha como pretexto para ações contra Rússia e China no Ártico

Foto: Alexander Kazakov/TASS

 

A Rússia reagiu nesta quarta-feira (14) ao envio de tropas da Otan para a Groenlândia e classificou a movimentação como parte de uma “militarização acelerada” do Ártico. Em comunicado divulgado pela embaixada russa na Bélgica, sede da aliança militar, Moscou afirmou que a ilha está sendo usada como justificativa para uma agenda considerada hostil aos interesses russos e chineses.

Segundo a diplomacia russa, a Otan estaria reforçando sua presença militar com base em ameaças “artificialmente criadas”. O texto aponta que não há registros de submarinos russos ou chineses operando próximos à Groenlândia, o que, na visão do governo russo, desmontaria o discurso de risco à segurança regional. Para Moscou, o clima de tensão estaria sendo alimentado deliberadamente por países europeus, a partir de declarações de autoridades dos Estados Unidos.

Nos últimos dias, França, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suécia iniciaram o envio de tropas à Groenlândia em apoio à Dinamarca. Os governos europeus afirmam que a ação busca demonstrar unidade e estabilidade no Ártico, além de sinalizar a Washington que não há necessidade de uma intervenção direta dos EUA na ilha, região estratégica e pouco povoada.

A movimentação ocorre em meio a declarações do presidente americano, Donald Trump, que voltou a manifestar interesse na Groenlândia, ampliando as tensões diplomáticas e colocando o território no centro das disputas geopolíticas entre potências globais.