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Regime de Maduro solta 87 presos políticos, mas ONGs cobram anistia geral na Venezuela

Libertações ocorreram na madrugada desta quinta-feira (1º), segundo o Comitê de Mães em Defesa da Verdade, que considera a medida insuficiente diante do número de detenções no país

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O governo de Nicolás Maduro libertou 87 pessoas presas por motivos políticos na madrugada desta quinta-feira (1º), informou o Comitê de Mães em Defesa da Verdade, uma das principais organizações que acompanham a situação dos detidos após os protestos contra o resultado oficial das eleições na Venezuela. Segundo a ONG, a soltura se soma a outras 71 liberações realizadas no período do Natal.

Em publicação nas redes sociais, o Comitê atribuiu as libertações à mobilização de mães e familiares que, ao longo de mais de um ano, pressionaram por justiça. A organização destacou que a luta coletiva e o apoio de movimentos populares foram decisivos para os avanços, ainda que parciais. “Exigir direitos, mesmo em momentos de grande adversidade, é o caminho para alcançar a liberdade”, afirmou.

Apesar do gesto, a ONG considera a medida insuficiente. De acordo com o Comitê, os libertados continuam submetidos a processos judiciais e medidas cautelares, o que caracteriza uma liberdade limitada. Além disso, centenas de pessoas seguem presas de forma arbitrária, mantendo o sofrimento de muitas famílias no país.

Dados de outras organizações reforçam o cenário crítico. A ONG Foro Penal contabilizava, até meados de dezembro, mais de 900 presos políticos na Venezuela, enquanto a Justiça, Encontro e Perdão aponta número superior a mil. Diante disso, o Comitê de Mães em Defesa da Verdade defende uma anistia geral como única saída para garantir liberdade plena aos detidos por razões políticas.