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Potências nucleares, Índia e Paquistão entram em conflito

Atrito histórico entre os países reascende com ataques recentes, destacando a perigosa presença de arsenais nucleares

Imagem: Reprodução/Globo News

 

Nesta quarta-feira, a região da Caxemira, alvo de disputas entre Índia e Paquistão, foi novamente palco de confrontos violentos. Um ataque paquistanês deixou mortos e feridos, aumentando a tensão entre as duas nações que possuem, respectivamente, o sexto e o sétimo maiores arsenais nucleares do mundo, segundo dados da Federação de Cientistas Americanos (FAS). Este é mais um episódio em uma longa história de conflitos, já que ambos países disputaram três guerras pela Caxemira desde a sua independência do Reino Unido em 1947.

Atualmente, nove países detêm armas nucleares, totalizando 12.331 ogivas. No entanto, os arsenais da Índia e Paquistão são relativamente modestos comparados aos dos Estados Unidos e Rússia, que juntos possuem 84% das ogivas globais. As ogivas de Índia e Paquistão não estão prontas para uso imediato, diferente das dos EUA, que têm 1.770 ogivas implantadas. O Paquistão justifica seu programa nuclear como uma defesa contra possíveis ataques indianos, enquanto a Índia adota a estratégia de “First No Use”, comprometendo-se a não ser a primeira a usar armas nucleares.

A recente ofensiva paquistanesa ocorreu após a Índia ter atacado nove alvos no Paquistão, alegando não haver civis entre as vítimas. Em contrapartida, o Paquistão afirma que houve sim mortes de civis. A situação provocou reações imediatas, como o cancelamento de 52 voos para o Paquistão, segundo a Reuters. Além disso, o ataque terrorista em um resort em Pahalgam, reivindicado por um grupo militante desconhecido até então, elevou ainda mais as tensões na região, com a Índia acusando o Paquistão de envolvimento, o que o Paquistão negou veementemente.

Com a região em alerta máximo, e sob apelos das Nações Unidas para que ambos os países exerçam máxima contenção, a comunidade internacional observa com preocupação. A Caxemira se mantém como um ponto de fricção crítica, onde o perigo do uso de armas nucleares continua a ser uma ameaça latente. Este cenário de instabilidade destaca a urgência de diálogos diplomáticos para evitar uma escalada de violência que poderia ter consequências devastadoras. O g1 ressalta a importância de monitorar de perto a evolução deste conflito para compreender melhor seu impacto na geopolítica global.