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ONU pode ficar sem dinheiro por causa de atrasos de EUA e China

Cortes orçamentários e inadimplência dos membros colocam entidade em situação financeira crítica

Imagem: Redes sociais

 

A sede da Organização das Nações Unidas (ONU), imponente sobre o East River em Manhattan, enfrenta uma crise financeira sem precedentes. Sob a liderança do secretário-geral António Guterres, medidas de austeridade foram implementadas, como escadas rolantes fora de serviço, em uma tentativa de lembrar aos países membros de suas pendências financeiras. O objetivo é evitar um calote iminente, já que a ONU planeja cortar 17% de seu orçamento anual, equivalente a US$ 600 milhões, uma ação sem precedentes para cobrir um déficit crescente.

A situação crítica se agrava com a inadimplência de contribuições obrigatórias de vários países. No ano passado, a ONU enfrentou um déficit de US$ 200 milhões, mesmo gastando apenas 90% de seu orçamento planejado. Este ano, a expectativa é de que o déficit aumente para US$ 1,1 bilhão, ameaçando o pagamento de salários e fornecedores até setembro. As contribuições obrigatórias, que sustentam funções centrais como a manutenção da paz e o monitoramento de direitos humanos, estão atrasadas ou não são pagas por muitos membros, incluindo Estados Unidos e China, dois dos maiores contribuintes.

Os atrasos nos pagamentos dos Estados Unidos, que contribuem com cerca de 20% do orçamento da ONU, são um problema antigo, mas agora se intensificam sob a administração Trump. A China também tem pago suas contribuições tardiamente, dificultando o planejamento financeiro da organização. O memorando vazado da Casa Branca sugere que os Estados Unidos podem parar de pagar suas contribuições obrigatórias, ameaçando um colapso financeiro na ONU. A crise se aprofunda com a possibilidade de a ONU ter que reembolsar US$ 300 milhões em 2026, dinheiro que chegou tarde demais para ser utilizado adequadamente.

Enquanto a ONU busca alternativas para gerenciar suas receitas e despesas, a organização enfrenta uma encruzilhada. A combinação de cortes orçamentários e a relutância de países em pagar suas contribuições em dia coloca em risco as funções essenciais da entidade. A crise financeira na ONU, conforme reportado pelo The Economist, destaca a necessidade urgente de reformas no sistema de financiamento da organização para garantir sua sustentabilidade e eficácia.