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Navios chineses que levavam óleo da Venezuela ficam parados no Atlântico

Governo asiático está apreensivo com as possibilidades de as embarcações serem retidas por forças americanas no trajeto

Foto: Pixabay/glaborde7

 

Após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que empresas americanas entrariam na Venezuela em janeiro para liderar uma “transição energética segura” no país, navios de estatais chinesas optaram por interromper a rota de Caracas a Pequim. Os cargueiros que transportavam óleo venezuelano para a China estão parados no Atlântico e aguardam autorização para seguir viagem.

Duas embarcações deram uma pausa na rota que conecta o comércio entre o território venezuelano e os asiáticos. A ação ocorre sob forte suspeita de apreensões americanas que monitoram a área. Segundo dados do site Marine Traffic que registra chegadas e partidas de transportadoras no mapa global, os navios Xingye e Thousand Sunny não finalizaram a rota. As informações foram veiculadas à agência Reuters.

As importações chinesas de petróleo da Venezuela tendem a cair com o forte controle dos Estados Unidos no trajeto marítimo que abastece o regime venezuelano. O controle das reservas de petróleo do país está sob forte interesse de Trump. Em declarações recentes, o líder americano afirmou que pretende utilizar o dinheiro da venda de 50 milhões de barris aos EUA em benefício dos dois países para uma reconstrução segura.

Chineses agora esperam que o governo venezuelano possa dar uma resposta positiva contra os interesses americanos, para que a aliança estratégica entre as nações possa se manter diante das turbulências geopolíticas com os Estados Unidos.