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Morre aos 84 anos Jesse Jackson, ativista dos direitos civis nos Estados Unidos

Família não anunciou a causa da morte

Fotos Reprodução/ Instagram

 

O reverendo Jesse Jackson, faleceu aos 84 anos, nesta terça-feira (17) um dos principais líderes do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos (EUA), de acordo com informações do Portal G1.

Nascido no sul segregacionista, filho de mãe solteira, foi ordenado pastor na Igreja Batista. Como líder estudantil nos anos 1960, impressionou Martin Luther King e se tornou uma liderança no movimento que começou a acabar com a segregação racial nos Estados Unidos. Quando King foi assassinado, Jackson estava ao lado dele.

Tentou a candidatura à presidente pelo Partido Democrata duas vezes, em 1984 e 1988. Era muito cedo para os democratas se arriscarem, mas Jackson abriu o caminho para o futuro sucesso de Barack Obama. Criou o que chamou de “Coalizão do Arco-Íris”: negros, latinos, trabalhadores, brancos pobres, com foco na igualdade econômica.

Desistiu da política eleitoral e viajou pelo mundo. Esteve duas vezes no Brasil. Lutou contra o apartheid na África do Sul e era amigo de Nelson Mandela. Foi um dos primeiros políticos americanos a defender a causa palestina. Encontrou Fidel Castro em Havana e defendeu a reaproximação entre cubanos e americanos. Também conseguiu a libertação de muitos americanos presos em outros países.

Sem nunca ter sido eleito, Jesse Jackson foi uma figura de transição entre o movimento dos direitos civis e a atual integração dos negros na política americana. Era uma espécie de líder moral e, nas manifestações do recente movimento Vidas Negras Importam, era visto chamando os manifestantes a participarem e pedindo que os protestos permanecessem não violentos.

A família não anunciou a causa da morte. Em 2015, Jackson foi diagnosticado com Parkinson e, em novembro de 2025, foi hospitalizado para tratar uma doença degenerativa do sistema nervoso.

O ex-presidente Barack Obama disse que Jackson “plantou as fundações” para a campanha dele à presidência. O ex-presidente Bill Clinton disse que ele foi “um campeão da dignidade humana”. A ex-candidata à presidência Kamala Harris chamou Jackson de “um dos maiores patriotas da América”. O presidente Donald Trump se declarou amigo de Jackson, a quem chamou de “um bom homem, cheio de garra”.