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Milei chama ONU de ‘organização inútil’

Presidente argentino contestou a atuação da entidade na pandemia de 2020 e a regulação estatal da inteligência artificial

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que a Organização das Nações Unidas (ONU) se tornou uma entidade inútil durante discurso na Assembleia Geral, em Nova York. O pronunciamento abordou a atuação do organismo na pandemia de 2020, o controle estatal da inteligência artificial e a disputa territorial pelas Ilhas Malvinas.

Durante a manifestação, o chefe de Estado fez críticas diretas à estrutura burocrática internacional. “A ONU se tornou uma organização inútil, que só serve para alimentar uma casta de parasitas fatalmente arrogantes, disfarçados de burocratas bem-intencionados”, declarou Milei.

O presidente também questionou o cumprimento das obrigações da entidade multilateral. “Aqueles que deveriam garantir a segurança coletiva e os direitos humanos fracassaram em sua tarefa e, em seu lugar, permitiram o caos, a violência e o terrorismo internacional”, prosseguiu.

A reivindicação histórica da Argentina sobre as Ilhas Malvinas, sob domínio do Reino Unido desde 1883, integrou a pauta do discurso. O presidente apontou que as operações britânicas de extração de petróleo perto do arquipélago desafiam uma resolução da ONU aprovada há meio século.

Ao tratar do impasse diplomático, o representante argentino questionou a aplicação das regras internacionais. “Aqueles que seguem as regras não têm qualquer recompensa por fazê-lo, enquanto os que as descumprem não recebem a menor represália”, disse Milei.

O pronunciamento encerrou a abordagem do tema territorial com foco na efetividade das decisões do organismo. “Por isso, a questão das Malvinas não é apenas entre a Argentina e o Reino Unido, também coloca uma pergunta sobre a capacidade desta organização de fazer valer suas próprias resoluções”, afirmou.

Na mesma ocasião, Milei manifestou oposição ao controle estatal da inteligência artificial e criticou a conduta da instituição durante a crise sanitária global de 2020.