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Greve geral contra reforma trabalhista paralisa voos e mobiliza protestos na Argentina

Paralisação da Confederação Geral do Trabalho afeta companhias aéreas e pressiona proposta de Javier Milei

Foto: Reprodução/YouTube

 

Uma greve geral contra a reforma trabalhista começou na Argentina nesta quinta-feira (19). A proposta já foi aprovada pelo Senado e enviada ao Congresso pelo presidente Javier Milei, onde será debatida na Câmara dos Deputados, com expectativa do governo de votação até o começo de março.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical do país, convocou a paralisação e provocou um grande impacto no transporte aéreo. A Aerolíneas Argentinas cancelou 255 voos, sendo 21 entre Brasil e Argentina.

Empresas como a Gol Linhas Aéreas, LATAM Airlines e JetSMART também precisaram cancelar e reprogramar seus voos.

Além das paralisações, protestos pelo país são esperados. O governo argentino orientou a imprensa local a adotar “medidas de segurança” e alertou para possíveis situações de risco.

Mudanças trabalhistas

Apontada como uma das mais profundas alterações na legislação trabalhista da Argentina nas últimas décadas, a reforma prevê a flexibilização de contratos, a ampliação da jornada diária de 8 para até 12 horas, com possibilidade de compensação e sem pagamento de horas extras, além de facilitar demissões, modificar regras de férias e estabelecer restrições ao direito de greve.

O governo sustenta que as mudanças têm como objetivo reduzir custos para os empregadores e incentivar a formalização do mercado de trabalho, em um contexto no qual aproximadamente 40% dos trabalhadores atuam na informalidade.