MUNDO


Google enfrenta pressão judicial para vender plataformas de anúncios

Departamento de Justiça dos EUA propõe venda das plataformas AdX e DFP para restaurar concorrência nos mercados digitais

Foto: Google

 

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos sugeriu que o Google se desfaça de suas plataformas de publicidade AdX e DFP. Essa proposta visa encerrar o domínio monopolista da gigante tecnológica nos mercados de leilões digitais e servidores de anúncios. A decisão foi influenciada por um veredito da juíza distrital Leonie Brinkema, da Virgínia, que determinou em abril que o Google adquiriu e manteve intencionalmente o poder de monopólio nesses setores.

Essa decisão representa mais um revés para a Alphabet, empresa-mãe do Google, que já havia sido considerada responsável por manter um monopólio ilegal nas buscas online em 2024. A juíza Brinkema agendou o julgamento para setembro, enquanto o Google e o Departamento de Justiça buscam soluções para mitigar o domínio da empresa em plataformas de publicidade.

O Google, em comunicado à Reuters, declarou apoiar soluções que envolvam mudanças comportamentais, como permitir lances em tempo real para concorrentes. No entanto, a empresa argumenta que não há base legal para forçá-la a vender partes de seu negócio. Lee-Anne Mulholland, vice-presidente de Assuntos Regulatórios do Google, afirmou que as propostas do DOJ para a venda das ferramentas de anúncios vão além das conclusões judiciais e poderiam prejudicar editores e anunciantes.

Recentemente, o Google tentou encerrar uma investigação antitruste na União Europeia ao propor a venda do AdX, mas essa solução foi rejeitada pelos editores europeus como insuficiente. As ações da Alphabet registraram uma queda de 1,1% nas negociações pré-mercado na terça-feira, refletindo a incerteza gerada por essas pressões legais.