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Golpe no WhatsApp usa arquivos para invadir PCs e espionar usuários

Campanha identificada pelo Microsoft Defender instala acesso remoto após enganar vítimas com scripts

Foto: Reprodução/Freepik

 

Uma nova campanha de ciberataques tem usado o WhatsApp como porta de entrada para infectar computadores e espionar usuários. Identificada por pesquisadores do Microsoft Defender, a ação distribui arquivos maliciosos que, ao serem executados, iniciam uma cadeia de infecção capaz de dar controle remoto aos criminosos.

O golpe começa com o envio de arquivos no formato .vbs, scripts de Visual Basic Script, muitas vezes por contatos conhecidos, o que reduz a desconfiança da vítima. Após a execução, o sistema é modificado silenciosamente: ferramentas legítimas do Windows são renomeadas para parecerem arquivos comuns, enquanto o malware baixa novos componentes hospedados em serviços confiáveis de nuvem, dificultando a detecção.

Na etapa seguinte, o ataque desativa proteções do sistema, como o controle de permissões do Windows, permitindo que comandos sejam executados com privilégios administrativos sem aviso. Com isso, os invasores conseguem instalar softwares de acesso remoto, como o AnyDesk, garantindo controle contínuo sobre a máquina infectada.

Com o acesso estabelecido, os criminosos podem roubar dados, instalar outros vírus ou até integrar o dispositivo a redes maiores de ataques. Segundo especialistas, o ponto mais vulnerável segue sendo o comportamento do usuário, já que a infecção depende da abertura do arquivo recebido.

Para se proteger, a recomendação é evitar executar qualquer arquivo enviado pelo WhatsApp, mesmo que venha de contatos conhecidos, além de manter sistemas atualizados e utilizar soluções de segurança ativas.