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EUA teriam descoberto e comprado arma secreta capaz de danificar cérebro por micro-ondas

Investigação do programa 60 Minutes aponta que ataques invisíveis vêm sendo registrados desde 2016

Foto: Reprodução/Pixbay

 

Uma arma secreta que causaria danos cerebrais por meio de micro-ondas teria sido descoberta e comprada pelos Estados Unidos, segundo revelou uma reportagem apurada durante nove anos, do programa 60 Minutes, da emissora estadunidense CBS, e revelada nesta semana.

De acordo com a reportagem, desde pelo menos 2016 diplomatas, agentes de inteligência e militares dos Estados Unidos relataram sintomas graves após episódios descritos como ataques invisíveis. Entre os efeitos relatados estão problemas de visão, audição, equilíbrio e cognição.

Os incidentes teriam ocorrido em diferentes locais, incluindo áreas próximas à sede da CIA, no estado da Virgínia, e até mesmo nos jardins da Casa Branca.

Entre os casos citados na reportagem está o de um tenente-coronel aposentado identificado apenas como Chris, que atuou em programas de satélites espiões considerados altamente sigilosos. Segundo ele, mesmo vivendo nas proximidades de Washington, sofreu cinco episódios semelhantes em um período de cinco meses.

“O primeiro incidente ocorreu em agosto de 2020. A sensação foi como se alguém tivesse me dado um soco na garganta e meu ouvido esquerdo estivesse entupido. Comecei a sentir dores agudas e lancinantes que desciam pelo meu braço esquerdo”, relatou.

Ainda segundo o militar, outros episódios aconteceram quando ele estava dentro da própria casa. Nesses momentos, afirmou sentir uma forte pressão na cabeça, acompanhada de desorientação, tontura e contrações intensas nos músculos da coluna.

“O quinto foi de longe o pior. Acordei com uma convulsão em todo o corpo, a pior dor que já senti. Parecia que um torno estava apertando meu tronco cerebral”, denunciou.

A reportagem também reuniu depoimentos de outras possíveis vítimas e especialistas que investigam o fenômeno, que ainda não tem uma explicação definitiva. O caso ficou conhecido internacionalmente após episódios semelhantes envolvendo diplomatas norte-americanos em diferentes países, quadro que passou a ser chamado de “Síndrome de Havana”.