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Casa Branca revela quatro prioridades de Trump em guerra com Irã

Porta-voz do governo diz que 'a vitória será determinada' quando objetivos forem alcançados

Foto: Kenny Holston/The New York Times

 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou nesta quarta-feira (4), durante coletiva de imprensa, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu quatro objetivos em relação ao Irã. Segundo ela, “a vitória será determinada” quando essas metas forem “plenamente alcançadas”, sem que tenha sido apresentado um cronograma ou novos detalhes sobre a operação militar.

De acordo com a porta-voz, os objetivos incluem “destruir a marinha iraniana, destruir a capacidade de mísseis balísticos do Irã, garantir que os aliados do Irã na região ‘não possam mais prejudicar os americanos’ e garantir que o Irã ‘nunca consiga obter uma arma nuclear'”. Em declaração anterior, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o governo Trump manteria “essa luta pelo tempo que fosse necessário”.

Na sequência, Leavitt foi questionada sobre a ausência de explicações claras, por parte do governo, a respeito de qual ameaça iminente dos iranianos teria justificado o lançamento dos ataques contra o país.

Ela rebateu o questionamento e afirmou que o presidente Trump “não toma essas decisões isoladamente”, sustentando que a operação “foi baseada no efeito cumulativo de várias ameaças diretas que o Irã representava para os Estados Unidos da América”. Na terça-feira, durante encontro no Salão Oval com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump indicou que também agiu com base em sua própria avaliação da situação.

“Estávamos negociando com esses lunáticos, e eu tinha a impressão de que eles atacariam primeiro”, declarou Trump. “Se não fizéssemos isso, eles atacariam primeiro. Eu tinha essa convicção”.

Ao defender a decisão do presidente, a secretária de imprensa reiterou que ele “tinha uma sensação, baseada em fatos, de que o Irã atacaria os Estados Unidos” e seus ativos no Oriente Médio.

“Ele tomou a decisão de lançar a Operação Epic Fury com base em todos esses motivos, e eu gostaria que a mídia realmente os relatasse, em vez de apenas selecionar trechos de declarações de pessoas do governo e dizer: “Ah, eles estão se contradizendo””, argumentou Leavitt. “Essas decisões não são tomadas no vácuo. O presidente iria atacar primeiro, juntamente com Israel, e essa decisão provou ser a correta e eficaz”.

Sobre o eventual envio de tropas terrestres americanas, a porta-voz reforçou as declarações anteriores de Trump e Hegseth, que não descartaram nenhuma possibilidade nos últimos dias, mas afirmou que essa medida não integra o plano atual das Forças Armadas dos EUA para o Irã. Ainda assim, acrescentou que não excluirá alternativas que estejam “em análise” pelo presidente.

“Elas não fazem parte do plano para esta operação neste momento, mas certamente eu jamais descartarei as opções militares em nome do Presidente dos Estados Unidos ou do comandante-em-chefe, e ele, sabiamente, não faz o mesmo por si próprio”, destacou.

Com New York Times e o jornal O Globo