JUSTIÇA


Justiça mantém prisão de homem que explodiu bomba em frente a Ministério

Mesmo com o pedido da defesa e do MP pela concessão de liberdade provisória, juiz optou por converter a prisão em preventiva

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

A Justiça do Distrito Federal decidiu neste sábado (24) manter a prisão preventiva de Flávio Pacheco da Silva, acusado de explodir um artefato explosivo em frente ao prédio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em Brasília, na última quinta-feira (22).

A decisão foi tomada durante uma audiência de custódia conduzida pelo Núcleo de Audiências de Custódia (NAC) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Mesmo com o pedido da defesa e do Ministério Público pela concessão de liberdade provisória, o juiz do caso optou por converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, sem prazo determinado para término.

“A prisão preventiva é necessária para garantia da ordem pública, seja pela gravidade em concreto dos fatos apurados, seja para impedir a reiteração criminosa”, argumentou o magistrado na decisão.

Segundo os autos, Flávio tentou acessar o prédio do ministério, mas foi impedido por um vigilante. Diante da recusa, ele ameaçou o funcionário, dizendo que iria “jogar uma bomba e matar todo mundo”. Em seguida, lançou um artefato explosivo no gramado em frente ao edifício. A explosão foi ouvida por servidores, e o prédio chegou a ser evacuado pela Polícia Militar como medida de segurança.

Flávio estava acompanhado de uma mulher e duas crianças no momento do ataque. Ele se rendeu após negociação com o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM do DF e foi conduzido à delegacia.

A Justiça considerou o episódio grave, com potencial de causar pânico e risco à integridade das pessoas, além de configurar ameaça concreta à ordem pública. Também foi levada em conta a possibilidade de reiteração criminosa, fator que fortaleceu a necessidade de manutenção da prisão.

O caso continua sob investigação, e Flávio Pacheco poderá responder por ameaça, posse ou uso de artefato explosivo e atentado contra a segurança pública.