JUSTIÇA


Júri popular do caso Mãe Bernadete é adiado para abril

Trabalhos começariam nesta terça-feira (24)

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

O júri popular do caso Mãe Bernadete, que começaria nesta terça-feira (24) no Fórum Ruy Barbosa, foi adiado para 13 de abril, no mesmo local.

O pedido de adiamento foi feito pela nova defesa constituída dos réus, Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos. Arielson é réu confesso, enquanto Marílio, que é acusado de ser o mandante e chefe do tráfico de drogas no local, está foragido.

A decisão sobre a nova data foi comunicada nesta terça-feira (24) pela titular do 1° Juízo da 1ª Vara do Júri, juíza Gelzi Maria Almeida, durante o início da sessão.

Sobre o caso

Segundo as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia, Bernadete foi executada por se posicionar contra a expansão do tráfico no quilombo de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, e pela retirada da barraca de propriedade de Marílio dos Santos, conhecido como “Maquinista”, que era usada para comércio de drogas. No dia do crime, estavam na casa também três netos dela, de 12, 13 e 18 anos. Os criminosos os isolaram em um quarto.

Os outros três denunciados são Sérgio Ferreira de Jesus, Josevan Dionísio dos Santos e Ydney Carlos dos Santos de Jesus, que serão julgados posteriormente.

“Pena máxima”

O advogado criminalista Hédio Silva Jr., que representa a família de Mãe Bernadete na acusação, diz que as provas materiais trazidas pela investigação são “robustas”, tanto em relação às evidências encontradas logo após o crime, quanto àquelas coletadas a partir de rastreamento de mensagens e interceptações dos telefones roubados na comunidade. “As perícias foram muito bem feitas”, disse. Os autos do processo têm mais de 2,5 mil páginas.

O criminalista defende que o crime é quadruplamente qualificado, e os réus podem ser condenados a mais de 35 anos de prisão. “Nós vamos pedir pena máxima certamente”.