JUSTIÇA


Fux vota por eleição indireta para governo do Rio e julgamento fica 1 a 1 no STF

Ministro cita custo de até R$ 100 milhões e proximidade das eleições gerais

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (8) contra a realização de eleições diretas para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro.

Para o magistrado, a escolha do novo chefe do Executivo estadual deve ocorrer por meio de eleição indireta, conduzida pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Fux considerou que a condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impõe a realização de votação indireta para o comando interino do estado.

O ministro também destacou o impacto financeiro e operacional de uma nova eleição. “Seria inconcebível que, no espaço de seis meses, a população fluminense fosse convocada para duas eleições, com enorme custo financeiro para Justiça Eleitoral, em torno de R$ 100 milhões, além da notória dificuldade operacional”, afirmou.

Com o voto, o julgamento ficou empatado em 1 a 1 e será retomado nesta quinta-feira (9).

Relator do caso, o ministro Cristiano Zanin votou mais cedo pela realização de eleições diretas. Para ele, a renúncia de Cláudio Castro, na véspera do julgamento no TSE, configurou uma “tentativa de burla” para evitar a convocação de eleições populares no estado.

O STF analisa uma ação apresentada pelo diretório estadual do PSD, que defende a realização de eleições diretas para o governo interino do Rio de Janeiro.

Com informações da Agência Brasil