JUSTIÇA


Fachin afirma que atos do 8 de janeiro foram premeditados e marcaram negação do diálogo

Presidente do STF discursou na abertura de exposição que marca os três anos dos ataques às sedes dos Poderes

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

Ao marcar os três anos dos atos de 8 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou uma série de ações institucionais para relembrar a data. Na abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, afirmou que os ataques às sedes dos Poderes da República “foram atos premeditados, pautados pela negação do diálogo”.

Durante o discurso, Fachin ressaltou o papel do STF como guardião da Constituição e também da memória institucional do país. “O dever desta Corte, guardiã não apenas da Constituição, como também da memória institucional jurídica do país, é ir de encontro às palavras do nosso maior escritor, evitando que o tempo anestesie nossa sensibilidade e faça desaparecer não apenas a memória do malfeito praticado, mas de quem se levantou contra ele”, declarou.

O presidente do Supremo também destacou a atuação do ministro Alexandre de Moraes na condução das investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, elogiando o rigor e a responsabilidade adotados ao longo do processo. Segundo Fachin, houve precisão na condução dos trabalhos.

“Há quem confunda e tome a firmeza por jactância. E o ministro Alexandre de Moraes colocou-se firme por dever do ofício, com sacrifícios pessoais e familiares que não me cabe inventariar, e esteve onde precisava estar. Não por bravata, mas porque era o seu ofício, aquele mesmo que juramos exercer, com a vida se preciso for, na impermanência de nossos cargos”, afirmou.

As ações promovidas pelo STF buscam reforçar a preservação da memória institucional e reafirmar o compromisso da Corte com a democracia e o Estado de Direito.