JUSTIÇA


Defesa de Bolsonaro pede ao STF atendimento psicológico na Papudinha

Advogados solicitam autorização para sessões três vezes por semana em Brasília

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira (20) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba acompanhamento psicológico e sessões de neuromodulação na unidade prisional onde está detido, conhecida como Papudinha, em Brasília. O pedido prevê que o atendimento ocorra três vezes por semana.

No requerimento, os advogados solicitam que o psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado possa ter acesso à carceragem, independentemente do calendário regular de visitas, para aplicar sessões de Estímulo Elétrico Craniano (CES), método descrito como não invasivo. Segundo a defesa, o tratamento teria sido iniciado durante internação do ex-presidente, em abril de 2025, e teria apresentado resultados positivos na qualidade do sono, além de melhora em sintomas de ansiedade, depressão e crises de soluços.

Os advogados sustentam que a terapia funcionaria como complemento à medicação atualmente utilizada e pedem autorização para a entrada do equipamento necessário à aplicação do procedimento, realizado por meio de clipes auriculares. Também solicitam que as sessões ocorram, preferencialmente, no fim do dia, em horário próximo ao repouso noturno, respeitando as normas de segurança do presídio.

Em laudo divulgado no início de fevereiro, a Polícia Federal informou ter identificado alterações neurológicas em exames realizados no ex-presidente. De acordo com o documento, o histórico de queda recente e episódios de desequilíbrio ao caminhar motivaram uma avaliação neurológica detalhada. Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve no início do ano, após cair durante a madrugada e bater a cabeça em um móvel na cela, quando ainda estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.