JUSTIÇA


Acusado de assédio sexual, ministro pede ‘declaração’ de que era ‘respeitoso’ a ex-funcionários de seu gabinete

"Essa sua simples declaração, em uma mensagem de zap ou e-mail, em nada prejudica e muito me fortalece", disse Marco Buzzi

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

 

Acusado por uma moça de 18 anos de assédio sexual e afastado de suas funções por seus colegas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) há três semanas, o ministro Marco Buzzi enviou na semana passada a ex-funcionários de seu gabinete uma mensagem por WhatsApp pedindo uma “declaração que, ao seu tempo, fui respeitoso no local de trabalho”. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Buzzi diz que não está “pedindo que você dê depoimento ou seja testemunha de absolutamente nada, de nenhum fato ou episódio ocorrido em meu gabinete no STJ”:

“(…) Essa sua simples declaração, em uma mensagem de zap ou e-mail, em nada prejudica e muito me fortalece. (…) Não estou pressionando, apenas consultando. (…). Se assim entender, poderá apenas dizer: no período em que trabalhei no gabinete do xxx, ele teve uma conduta normal no local de trabalho (…)”.