JUSTIÇA


Acusado de assédio sexual, ministro do STJ pede que assessores declarem que ele era ‘respeitoso’

Marco Buzzi está afastado da corte há três semanas

Foto: Assessoria/STJ

 

O ministro do STJ, Marco Buzzi, tem pedido para assessores fazerem declaração sobre sua conduta no trabalho. Acusado por moça de 18 anos de assédio sexual e afastado há três semanas da corte, o ministro do Superior Tribunal de Justiça diz não pressionar funcionários de seu gabinete com o pedido.

“Essa sua simples declaração, em uma mensagem de zap ou e-mail, em nada prejudica e muito me fortalece”, disse Buzzi, que disse não estar pressionando, mas apenas consultado. “Se assim entender, poderá apenas dizer: no período em que trabalhei no gabinete do xxx, ele teve uma conduta normal no local de trabalho”, continuou. Com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Entenda o caso

Buzzi é acusado de assediar sexualmente uma jovem de 18 anos. O magistrado é amigo dos pais da vítima e hospedou a família em sua casa, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

O episódio aconteceu no mar, em 9 de janeiro. A jovem foi se banhar, em um momento em que Marco Buzzi já estava dentro da água. O ministro, que segundo a acusação estava visivelmente excitado, tentou agarrá-la três vezes.

A jovem conseguiu se desvencilhar, correu em direção à praia e contou aos pais sobre as tentativas de Buzzi de agarrá-la.

O casal de amigos de Buzzi deixou a praia imediatamente e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência sobre o episódio em uma delegacia de polícia. A denúncia seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem foro privilegiado por ser ministro.