ESPORTE


Atacante do Bahia pede desculpas após compartilhar vídeo com ofensas ao Nordeste: ‘Foi um erro’

William José reconheceu o erro, negou ser xenofóbico e afirmou ter orgulho de suas raízes alagoanas

Foto: Rafael Rodrigues/ECB

 

O atacante Willian José, do Bahia, publicou um novo pronunciamento nesta quinta-feira (29) para pedir desculpas após compartilhar um vídeo com ofensas à população nordestina. Na mensagem, o jogador reconheceu que errou, negou ser xenofóbico e afirmou ter consciência da responsabilidade de suas manifestações públicas.

“Não por mal, mas foi um erro! E erro a gente não justifica, a gente reconhece e pede desculpa”, escreveu.

Natural de Alagoas, o camisa 12 também destacou o orgulho de suas origens e a identificação com a história do Bahia, clube que, segundo ele, carrega valores de respeito, igualdade e inclusão.

“Tenho orgulho de ser nordestino e jamais teria a intenção de diminuir ou desrespeitar a terra e o povo de onde venho. Não por mal, mas foi um erro! E erro a gente não justifica, a gente reconhece e pede DESCULPA. Sou nordestino, alagoano, e tenho muito orgulho das minhas raízes, da minha história e do meu povo. Sei da força, da coragem, da dignidade e da contribuição dos nordestinos para o desenvolvimento do nosso país. Jamais compactuaria com qualquer forma de preconceito, discriminação ou xenofobia contra o povo nordestino, ou contra qualquer outra região do Brasil”, acrescentou na publicação.

Por causa do episódio, Willian José foi retirado da partida contra o São Paulo, disputada na quarta-feira (28), na Arena Fonte Nova. O diretor de futebol do clube, Cadu Santoro, confirmou que o afastamento do jogo foi uma decisão institucional e classificou o compartilhamento como um “erro grave”.

O vídeo publicado pelo jogador mostrava um influenciador fazendo ataques à população nordestina e associando os moradores da região à dependência de benefícios sociais. Após a repercussão, o Bahia repudiou manifestações de ódio, xenofobia e preconceito, afirmando que o conteúdo não representa os valores da instituição.

Na quarta-feira (28), o Ministério Público da Bahia (MP-BA) também abriu um procedimento para investigar uma possível prática de xenofobia. A apuração está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa.