ENTRETENIMENTO


Produtora da TV Globo, Fernanda Santos morre aos 53 anos após acidente em São Paulo 

Profissional com mais de 20 anos de carreira na emissora, ela também era referência na cobertura do Carnaval e atuava em projetos acadêmicos e sociais  

Foto: reprodução/ redes sociais

A produtora de reportagem Fernanda Santos morreu na noite de quarta-feira (18), aos 53 anos, em decorrência de um acidente de trânsito em São Paulo. Ela trabalhava há mais de duas décadas na TV Globo, onde construiu uma carreira sólida nos bastidores do jornalismo. 

O acidente aconteceu quando Fernanda retornava para casa após uma sessão de fisioterapia. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. 

A morte foi anunciada ao vivo na manhã desta quinta-feira (19), durante o telejornal Bom Dia São Paulo. Em um momento de forte emoção, os apresentadores Sabina Simonato, Marcelo Pereira e Guilherme Pimentel interromperam o tom habitual do programa para prestar a homenagem e informar a perda da colega. 

Natural do bairro Brasilândia, na zona norte da capital paulista, Fernanda se formou em Jornalismo pela Unesp de Bauru em 1998. Anos depois, em 2005, ingressou na TV Globo, onde se destacou na produção de reportagens e na cobertura de grandes eventos. 

Além do trabalho nos bastidores, também participou de reportagens, principalmente durante o Carnaval, uma de suas maiores paixões. Presença frequente no Sambódromo do Anhembi, era reconhecida pelo profundo conhecimento das escolas de samba e pelo entusiasmo com a festa. 

Torcedora da Mocidade Alegre, Fernanda era considerada uma referência sobre Carnaval dentro da redação. Sua atuação foi lembrada por colegas de profissão e por entidades ligadas ao samba, como a Liga das Escolas de Samba de São Paulo e a própria Mocidade Alegre. 

Em nota de pesar, a escola destacou a dedicação da jornalista: “Fernanda deixa a gratidão de milhares de sambistas, de diversas agremiações, pelas madrugadas vividas entre quadras e barracões, levando a cultura do Carnaval para todo o Brasil e o mundo por meio da TV”. 

Fora do jornalismo, Fernanda também se dedicava à vida acadêmica e a causas sociais. Era formada em Pedagogia, mestre e doutora em Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP) e integrava o coletivo Ocareté, voltado a discussões sobre descolonização e minorias sociais. Ela também colaborou na organização do livro Ensaios sobre Racismos, publicado em 2020.