ENTRETENIMENTO


‘Me sinto em casa na Bahia’: Natanzinho Lima fala sobre estreia no São João de Salvador e maratona de shows

Na capital baiana, o cantor fez duas apresentações, a primeira em Paripe, e a segunda no Parque de Exposições

Foto: Vitor Pereira/MundoBA

 

Em meio a uma agenda intensa, com mais de 50 shows apenas no mês de junho, o cantor Natanzinho Lima realizou dois shows em Salvador neste sábado (21), o primeiro no bairro de Paripe, no Subúrbio da capital baiana, e o segundo no Parque de Exposições, além de outros dois compromissos no interior da Bahia, o que reflete o crescimento e a força do seu nome no cenário nacional.

Durante coletiva de imprensa no Parque de Exposições, o cantor falou sobre sua relação com a Bahia — estado que faz parte da sua história pessoal e profissional. “A Bahia me abraçou de um jeito surreal. Aqui tudo começou. Sempre foi uma referência pra mim, com Tayrone, Pablo, Solange… essa galera abriu muitos caminhos. E a energia do povo baiano é diferente. É uma alegria que contagia. Me sinto muito feliz em saber que os baianos me escutam, me acompanham e me recebem com tanto carinho”, afirmou.

No palco, Natanzinho retribui esse carinho com um show que mistura hits como “Cinco da Manhã”, “Bipolar” e “Uma e Quinze da Manhã”, além de músicas juninas e românticas pensadas especialmente para o público baiano. E se a maratona parece pesada, ele garante que o amor pela música faz tudo valer a pena. “O cansaço bate, claro. Mas quando a gente pisa no palco, esquece tudo. É onde eu sou mais feliz. A gente se cuida, tem acompanhamento de fono, dieta, muita água… e bora entregar tudo!”, disse, arrancando risos dos jornalistas.

Com um estilo que mistura o piseiro com referências populares, o cantor também falou sobre o famoso chapéu que virou sua marca registrada. “Meu sonho era ser caminhoneiro, minha família toda é caminhoneiro”, contou. “Aí meu empresário pediu pra eu levar um chapéu de palha, mas eu não tinha. Minha irmã tinha postado um com o chapéu dos caminhoneiros. Usei, gravei o projeto ‘De Bar em Bar’ e viralizou.” No começo, ele admite que teve receio da reação do público. “Usei o chapéu no primeiro show e fiquei com vergonha do povo mangar, sei lá. Mas vi duas, três pessoas usando também. Aí eu peguei e comecei a usar.”

O cantor também fez questão de destacar o apoio de Wesley Safadão, sócio e parceiro de caminhada. “Ele é como um irmão pra mim. Me aconselha, me guia e me cuida. Disse pra mim: ‘Onde eu pisei e não foi bom, não quero que você pise’. E como não escutar um cara desse, com mais de 20 anos de carreira? Se meu trabalho chegou ao Brasil inteiro, ele tem uma parcela enorme nisso”, reconheceu.